Sexta-feira, 16 de Março de 2007

Saúde - O cabelo e a caspa

O que é a caspa?

Identificada por pequenas partículas brancas, visíveis através do cabelo ou caídas sobre a roupa, a caspa resulta de uma aceleração anormal do processo de renovação das células do couro cabeludo, motivada por um fungo, Malassezia, produzido no organismo humano e que existe naturalmente na pele de todos nós.

As células que, num processo normal, têm 28 dias de maturação, desenvolvem-se até à camada exterior num curto período que pode ir até 7 dias. Por não completarem o seu processo normal de maturação, e sem tempo suficiente para secar, as células agrupam-se e desprendem-se em finas películas visíveis – a Caspa.

A caspa é um problema muito habitual, que afecta igualmente homens e mulheres e surge com a puberdade, entre os 16-17 anos. É muito raro ver casos de caspa em crianças, assim como em pessoas com idade superior a 65 anos. De acordo com estudos levados a cabo por Head & Shoulders, cerca de 75% da população portuguesa adulta afirma já ter sofrido de caspa em alguma fase da sua vida.

A caspa não é uma doença nem é contagiosa, é apenas um problema cosmético que influi negativamente no aspecto estético de uma pessoa, mas que pode ser facilmente solucionado com um champô anti-caspa adequado.

É importante certificarmo-nos de que se trata efectivamente de caspa e não de qualquer outro problema dermatológico relacionado com o couro cabeludo. Se o couro cabeludo se apresentar vermelho, inflamado, com humidade ou feridas, trata-se certamente de um problema mais grave e deverá ser consultado o dermatologista.

Quais são as causas da caspa?

A presença de um levado número de colónias de Malassezia, em conjunto com um excesso de secreção sebácea, constituem a condição primordial para o aparecimento da caspa. Entre os factores que desencadeiam o processo contam-se a pré-disposição genética, stress, factores hormonais, dietéticos ou do meio ambiente.

Embora não exista uma explicação científica, a experiência parece demonstrar que a caspa e algumas outras afecções do couro cabeludo, como a dermatose seborreica, dão-se com maior frequência em determinadas estações do ano, especialmente as secas, não existindo no entanto qualquer relação com o país no qual se vive.

Mitos sobre a caspa

“a caspa é contagiosa”
É falso. A caspa não se contagia através da utilização de pentes ou escovas.

“as pessoas com caspa têm mais tendência para a calvície”
É falso. Não existe qualquer relação entre a caspa e a calvície.

“o champô anti-caspa danifica o cabelo, tornando-o seco e sem brilho”
É falso. Hoje em dia existem champôs anti-caspa com fórmulas idênticas às de um champô cosmético. Apenas diferem porque contêm na sua fórmula um ingrediente específico para o tratamento da caspa, que não danifica nem seca o cabelo.

“o champô anti-caspa não deve ser utilizado todos os dias”
É falso. Actualmente existem fórmulas suficientemente suaves que podem ser utilizadas tão frequentemente quanto desejado, como acontece com outros champôs cosméticos.

“se utilizarmos um champô anti-caspa, não se pode utilizar condicionador”
É falso. Um champô anti-caspa, como qualquer outro, pode e deve ser usado em conjunto com um condicionador. Depois pode utilizar-se espuma, gel ou laca.

“o champô anti-caspa pode interferir numa permanente”
É falso. O champô anti-caspa não difere de qualquer outro na sua utilização. Depois de fazer uma permanente, o cabeleireiro pode aconselhar a não lavar o cabelo nos dois ou três dias seguintes, mas este conselho prende-se com o facto de que a frisagem pode perder a força. Depois pode voltar-se à rotina habitual com o champô escolhido.

“a cor de uma tinta vegetal pode deteriorar-se com um champô anti-caspa”
É falso. As tintas vegetais são semi-permanentes e elaboradas de forma a desaparecer pouco a pouco, eliminando-se de igual forma com a utilização de um champô anti-caspa ou qualquer outro.

“os produtos de fixação produzem caspa”
É falso. As pequenas partículas que se depositam no couro cabeludo pelo uso frequente ou excessivo de produtos de fixação podem ser confundidas com caspa, mas não o são. Eliminam-se ao escovar ou lavar o cabelo e nada têm a ver com a descamação provocada pela aceleração do processo da renovação celular.

A caspa e as emoções

Nos últimos anos, algumas marcas têm vindo a desenvolver estudos junto de pessoas com caspa, de forma a poder chegar a conclusões válidas sobre a relação existente entre a caspa e as emoções.

Para poder entender esta relação, devemos ter presente a enorme importância que as pessoas concedem ao seu cabelo: o cabelo molda o rosto, reveste a nossa componente mais nobre, a cabeça. Mostra também o mundo interior de cada pessoa e é o espelho da nossa personalidade, ao qual podemos dar diferentes formas e alterar de acordo com os nossos sentimentos.

Porque o cabelo diz muito sobre nós próprios, torna-se sempre agradável receber elogios sobre o seu brilho, cor ou mesmo sobre o penteado que usamos. Do mesmo modo, um carinho ou uma festa no cabelo comunicam ternura, ou até sensualidade.
No entanto, a pessoa que sofre de caspa não desfruta destes momentos - pelo contrário, evita o contacto com os outros, com receio de mostrar de perto o seu cabelo ou até de transmitir a ideia de uma higiene descuidada. Mesmo inadvertidamente, a pessoa que tem caspa reduz o poder de mostrar emoções através do cabelo. Em casos extremos verificam-se até limitações importantes dos comportamentos e atitudes no contacto social.

Existe uma percepção totalmente diferente entre a “nossa caspa” e a “caspa dos outros”. Quando observamos o problema dos outros tendemos a considerar que este se poderá dever a falta de higiene. Por outro lado, a pessoa que sofre de caspa, considera que o seu problema se deve a causas externas, que estão fora do seu alcance. Esta situação origina uma certa insegurança e alterações de comportamento, dirigidos principalmente para a ocultação do problema a todo o custo.

A caspa é geralmente encarada com desconfiança e preocupação – com desconfiança porque assume um papel importante na imagem que temos dos outros e, consequentemente, na imagem que pensamos que os outros poderão ter de nós; com preocupação, porque é imprevisível, é traiçoeira, não avisa e pode aparecer nas situações mais delicadas.

A crítica social que se abate sobre um "cabelo com caspa", leva a que as pessoas alterem os seus hábitos de higiene, lavando o cabelo com mais frequência ou esfregando com mais insistência o couro cabeludo. Outras têm comportamentos do tipo obsessivo, demonstrando a sua preocupação com a caspa pelo acto reflexo permanente de coçar a cabeça, ou através de comprovações constantes diante do espelho. Algumas pessoas, porém, escondem o problema, tentando camuflar a presença visível da caspa, usando roupas mais claras onde não se vejam os seus vestígios, ou limpando constantemente os ombros. O que é, sem dúvida, comum a todas elas é o sentimento de insegurança que experimentam.

No que diz respeito às diferenças de sexo, a caspa afecta praticamente nas mesmas proporções homens e mulheres. No entanto, as percepções sobre o problema divergem entre os dois sexos: a maioria dos homens assume a caspa e não considera que seja um problema grave; por seu turno, as mulheres são mais renitentes em aceitar e assumir o problema, preferindo relacioná-lo com causas exteriores como, por exemplo, contágio ou uso excessivo de produtos para o cabelo (ex: gel, laca, máscara…).

Nos dias de hoje, o contacto contínuo com outras pessoas não só é inevitável, como é importante para o bem-estar físico e emocional. O tocar e beijar as pessoas que nos rodeiam é uma forma comum de comunicar, demonstrando carinho, ternura e sensualidade. Felizmente, a caspa é apenas um problema cosmético, facilmente reconhecido pelo aparecimento de pequenas partículas brancas no cabelo, que pode ser perfeitamente resolvido com o uso de um champô anti-caspa adequado.

 

www.sapo.pt foto in www.dermatologia.net
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publicado por paulozananar às 15:24
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