Segunda-feira, 29 de Outubro de 2007

Desporto Motorizado - Rali - Rali de Mortágua

Mesmo não forçando em demasia, Bruno Magalhães alcançou em Mortágua o seu primeiro título de Campeão Nacional de Ralis. Mais um jovem valor do nosso automobilismo que correspondeu com um título absoluto à aposta que a Peugeot fez nele.

Se já era relativamente fácil, a caminhada para o título ficou encurtada quando José Pedro Fontes se despistou, para já sem explicação oficial, na terceira especial de classificação, o que levou Bruno Magalhães a garantir o título por antecipação.

Interessante de seguir foi a luta pelo segundo lutar, com Mex Machado dos Santos a bater Fernando Peres, com os dois pilotos a nunca baixarem de ritmo ao longo de toda a prova. Cada vez mais confiante, a Mex Machado dos Santos só falta agora uma vitória absoluta, provando a aposta que a MCoutinho fez este ano.

Vitor pascoal teve um rali em que pensou essencialmente em se divertir, pois o seu Subaru está a anos luz dos Lancer Evo IX da concorrência. Mesmo assim, o piloto sai de Mortágua com hipóteses de discutir o vice-campeonato no Algarve.

Excelente regresso de Adruzilo Lopes na estreia do Renault Clio R3. O piloto ainda continua muito competitivo, pois quem sabe não esquece, mas deu também uma alegria especial à equipa ARC pela aposta que fez neste carro, que provou logo na sua primeira participação que pode ser competitivo.

Na luta entre os dois diesel, Pedro Leal levou a melhor desta vez, mas contou com a colaboração de Francisco Barros Leite mais interessado em cumprir o seu plano rumo ao título no Grupo A.

Novamente em alta esteve Paulo Antunes, que forçou sempre o ritmo até final do rali, venceu a F3 e mais importante ainda o Challenge C2. Contudo, o 9º lugar de Carlos Matos deixa-o muito perto de suceder a Bruno Magalhães no título de F3.

NOTAS

- Bruno Magalhães venceu todas as especiais em Mortágua, alcançando a vitória e o título de Campeão Nacional de uma forma simples mas muito merecida;
- José Pedro Fontes teve muitos azares nesta prova, desde o engano na super-especial, passando pelo furo no segundo troço para acabar com um violento despite frontal que deixou o Punto S2000 muto mal tratado
- Com o segundo lugar à mercê, Mex Machado dos Santos andou quase sempre depressa e muito concentrado de modo a não ser supreendido por Fernando Peres
- Na sua melhor prestação em ralis de asfalto, Fernando Peres subiu ao pódio, tendo pressionado bastante Mex embora não tenha chegado para subir ao 2º lugar
- Sem carro para acompanhar a concorrência, Vitor Pascoal aproveitou para dar algum espectáculo, tendo ainda hipótese de lutar pela vice-liderança do campeonato
- Quem sabe nunca esquece, como muito bem demonstrou Adruzilo Lopes na estreia competitiva e bem sucedida do Renault Clio R3, vencendo entre os carros de duas rodas motrizes
- Menos vigoroso do que é tradicional, Pedro Leal venceu entre os diesel, conseguiu dessa forma superar Francisco Barros Leite, também ele menos impetuoso do que é normal, mas a pensar nas contas dos título
- Paulo Antunes surpreendeu mais uma vez com o seu andamento, vencendo o Challenge C2 (depois de ter esmagado novamente a concorrência) bem como a F3;
- Com o 9º lugar Carlos Matos deu um importante passo rumo ao título na F3
- No Challenge C2, Paulo Antunes, Rodrigo Ferreira e Frederico Gomes partem para o Rali do Algarve com a vitória na mente o que lhes dará o título nesta competição

in www.ralis.online.pt

publicado por paulozananar às 16:39
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Importante - Assoft: Campanha de combate à pirataria arranca hoje

A Associação Portuguesa de Software (ASSOFT) vai investir 200 mil euros para combater a pirataria informática através de spots publicitários divulgados na Internet, rádio e televisão, anunciou o presidente, Manuel Cerqueira.

A campanha, que pretende consciencializar os indivíduos e as empresas para a utilização de software legal, vai começar a partir desta segunda-feira e será acompanhada por um conjunto de cartas escritas para algumas entidades que já foram denunciadas no site da Assoft.

«Não sabemos a 100% quem são os piratas, mas conhecemos alguns, por isso vamos direccionar a campanha com cartas escritas para alguns que tivemos conhecimento através de denúncias no site», declarou Manuel Cerqueira em conferência de imprensa.

«O ano passado conseguimos ter um efeito de 2% na percentagem de pirataria, mas, três meses depois de terminada a campanha, a taxa voltou a aumentar e desta vez para mais 5%».

O presidente da empresa estimou que em Portugal a taxa de pirataria é de 53%, enquanto em Espanha, «com um território muito maior», a taxa está nos 43%. «Decidimos lançar esta nova campanha por que achámos que as acções da Autoridade da Segurança Alimentar e Económica (ASAE), a Inspecção-geral de Actividades Culturais (IGAC) e da PJ deixam muito a desejar e estão a necessitar de ser revitalizadas», explicou.

A Assoft anunciou que desde Janeiro até Junho de 2007 a IGAC apreendeu 45.815 unidades de CD, DVD e cassetes de VHS, 30 mil ficheiros de formato MP3 e 1.002 de videojogos.

«A pirataria é um crime público punível até três anos de prisão», disse acrescentando que «há muita gente a fazer juros à pirataria», referindo-se aos casos que já estão em tribunal. Manuel Cerqueira estimou que a pirataria informática tem um impacto económico de 112 milhões de euros para os autores e de cinco milhões de euros só em IVA para o Estado.

«Nós cremos que os autores são pessoas que precisam de ser incentivadas para continuar a desenvolver software e continuar a trazer para este País algum reconhecimento», assegurou, confirmando que o combate à pirataria vai incentivar a produção em Portugal.

in www.diariodigital.sapo.pt   imagem em http://www.assoft.pt

publicado por paulozananar às 16:33
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Importante - OMS lança campanha de registos de nascimentos e mortes

Bandeira da OMS  A Organização Mundial da Saúde (OMS) lançou hoje uma campanha para encorajar os países em desenvolvimento a registarem nascimentos e falecimentos, para responder de forma mais fiável às necessidades de saúde dos seus cidadãos.

Segundo a OMS, cada ano, 48 dos 128 milhões de nascimentos que se produzem no mundo, quer dizer cerca de 40 por cento, não são registados.

A situação é ainda pior para as mortes, em que a proporção de não registados chega aos dois terços (38 dos 57 milhões de mortes anuais).

Lançada pela aliança mundial Rede de Metrologia Sanitária, apoiada pela OMS, a iniciativa visa melhorar os registos civis através uma série de textos que assinalam as lacunas dos sistemas de registo nos países pobres e procuram ajudar a resolvê-las.

Em comunicado, a OMS explica que a maior parte dos países em desenvolvimento dispõem de sistemas de registo «rudimentares» e que «não podem contar nem os nascimentos nem as mortes, nem a duração da vida, nem as enfermidades que mais matam».

A Rede de Metrologia Sanitária já colabora com vários países, entre os quais o Camboja e a Serra Leoa, para melhorar os respectivos registos civis e até o final do ano pretende ajudar mais nove países.

A iniciativa foi lançada no decorrer do Forum Mundial do Desenvolvimento da Investigação sanitária, em Pequim.

Actualmente, a OMS recebe estatísticas «fiáveis» sobre causas de falecimentos de 31 dos 193 estados membros da organização, com sede em Genebra.

Um bom registo de estado civil é «a melhor maneira de produzir estatísticas sobre o número de nascimentos e mortes, assim como a causa destas últimas, o que é indispensável para apurar se os programas de saúde dão os resultados desejados», explica a OMS.

Além disso, a falta de registos dos recém-nascidos leva também a que as crianças tenham menos possibilidades de gozar de todos os seus direitos fundamentais, já que, oficialmente, não existem.

MRO.

 

in www.diariodigital.sapo.pt  por  Diário Digital / Lusa

publicado por paulozananar às 16:31
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Importante - Argentina: Cristina Kirchner eleita presidente à 1.ª volta

 Cristina Kirchner, mulher do presidente cessante da Argentina e candidata favorita às presidenciais de hoje, foi eleita presidente à primeira volta, segundo as sondagens à boca das urnas divulgadas pelas televiões argentinas.

De acordo com as sondagens, Cristina Kirchner, 54 anos, obteve 46 por cento dos votos, enquanto a sua principal adversária, a deputada liberal Elisa Carrio, alcançou 24 por cento.

A lei eleitoral argentina prevê que um candidato seja eleito presidente, quando atingir na primeira volta 45 por cento dos votos ou 40 por cento desde que tenha mais 10 pontos de vantagem sobre o segundo candidato mais votado.

Cristina Kirchner substituirá na presidência da Argentina o seu marido, Nestor Kirchner, a 10 de Dezembro.

Kirchner é a primeira mulher presidente eleita na Argentina, mas não a primeira chefe de Estado do país.

Isabel Peron, terceira mulher do presidente Juan Peron, assumiu a presidência em 1974, após a morte do marido.

Hoje, as mesas de voto encerraram às 19:00 horas locais (22:00 em Lisboa), tendo a votação sido prolongada por mais uma hora devido aos atrasos que se verificaram no início da votação.

As eleições presidenciais na Argentina começaram com atrasos devido à ausência de pessoas nas mesas de voto em vários pontos do país.

Além do Presidente e do vice-presidente, os cerca de 27 milhões de argentinos recenseados elegeram também hoje os governadores de oito das 23 províncias e as autoridades municipais, sendo ainda renovada metade da Câmara de Deputados e um terço do Senado.

in www.diariodigital.sapo.pt   por Diário Digital / Lusa  imagem em http://news.google.pt

publicado por paulozananar às 16:26
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Importante - Portugal: sector público funciona pior do que privados

  Três em cada quatro portugueses inquiridos entendem que a administração pública funciona «pior» ou «muito pior» do que o sector privado. Isto apesar de, segundo os resultados obtidos pelo mesmo inquérito, encomendado pelo Instituto Nacional de Administração (INA) à Universidade Católica, ser opinião quase generalizada que a administração pública tem vindo a melhorar.

Coordenado por Roberto Carneiro e apresentado hoje no V Congresso Nacional da Administração Pública (AP), o estudo, cujas primeiras conclusões são avançadas na edição desta segunda-feira do Diário de Notícias, abrange não só cidadãos/utentes, mas também dirigentes públicos, que naturalmente têm opinião distinta quanto ao desempenho da «sua» administração.

Quase dois terços defendem que o sector público e o privado funcionam de forma «idêntica» e só 30% acham que o seu desempenho é pior que o do privado.

No entanto, apesar de para a maioria dos inquiridos funcionar «pior» do que o sector privado, a administração pública tem vindo a melhorar, isto tomando como base a opinião de 300 cidadãos.

Entre estes, só uma pequena fatia de 5% dos inquiridos acha que os serviços do Estado «nada evoluíram» nos últimos anos, enquanto 60% acham que houve evoluções relevantes.

Quanto ao perfil e desempenho individual dos funcionários, é sobretudo no domínio das habilitações que os inquiridos identificam maiores progressos, com 77% a considerarem que «há cada vez mais habilitações adequadas».

Outro dos aspectos realçados pelos cidadãos é o rejuvenescimento dos funcionários, algo que não corresponde à realidade no conjunto da administração, mas que poderá reflectir particularidades nos serviços de atendimento ao público. A melhoria da «competência» dos funcionários também é destacada, embora 29% discordem.

Curiosamente, o estudo demonstra que os dirigentes públicos não têm noção da apreciação que o público faz dos serviços públicos, tendendo a sobrevalorizar o reconhecimento dos cidadãos.

Ao nível do front Office (atendimento ao público), os progressos mais destacados são a diversidade de canais, o apetrechamento tecnológico e a melhoria das instalações. Já em matéria de rapidez de atendimento, simplificação de processos e horários, as melhorias são pouco notadas.

A possibilidade de pagamento dos impostos através da Internet, por um lado, e as lojas dos cidadãos, por outro, são duas das medidas, tomadas nos últimos anos, que mais elogios suscitam.

Contudo, duas das bandeiras deste Governo não convencem os utentes da administração. É o caso do Simplex e do cartão do cidadão.

in www.diariodigital.sapo.pt  imagem em http://news.google.pt

publicado por paulozananar às 16:23
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Curiosidades - Sondagem: portugueses contra visita da PSP ao sindicato

  Dois terços dos portugueses consideram que a ida de agentes da PSP às instalações de um sindicato na Covilhã, nas vésperas da visita do primeiro-ministro, representou uma interferência no direito de manifestação dos organizadores do protesto.

De acordo com uma sondagem da Marktest para o Diário de Notícias e a TSF, 67% dos portugueses entendem que os dois polícias extravasaram as suas responsabilidades ao questionarem previamente os dirigentes sindicais sobre a forma como iriam realizar, no dia seguinte, a acção de protesto contra as políticas de José Sócrates. Só 19% entendem não ter havido qualquer obstáculo ao direito de manifestação dos sindicalistas.

A pergunta colocada pela Marktest foi, segundo a edição desta segunda-feira do Diário de Notícias: «A oposição insurgiu- -se contra o facto de dois agentes da PSP terem entrado nas instalações de um sindicato dos professores na Covilhã onde se preparava uma manifestação por ocasião de uma visita do primeiro-ministro José Sócrates. Em sua opinião, este caso pode ser considerado um obstáculo ao direito à manifestação, ou não?»

O caso ocorreu no passado dia 9 deste mês, no quadro da iniciativa europeia «Regresso à Escola», em que José Sócrates voltou à Escola Secundária Frei Heitor Pinto.

A sua chegada foi marcada pelos apupos e palavras de ordem de dezenas de manifestantes contra as políticas de educação do Governo.

Questionado sobre a acção da PSP da Covilhã, e perante o coro de críticas da oposição, Sócrates disse ter dúvidas que a visita à sede do Sindicato dos Professores da Região Centro naquela cidade correspondesse a uma intromissão no direito de manifestação.

in www.diariodigital.sapo.pt  imagem em www.marktest.pt/

publicado por paulozananar às 16:19
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Importante - Legalização imigrantes: 170 mil vão continuar ilegais

Mais de 170 mil imigrantes irão continuar a trabalhar na ilegalidade com a entrada em vigor da nova lei, criticam as associações de imigrantes ouvidas pela edição desta segunda-feira do Diário de Notícias.

Segundo o diário, trata-se da reacção à regulamentação da legislação a publicar esta semana e que, segundo o DN avançou ontem, apenas irá conceder autorizações de residência a título excepcional, não bastando para tal ter um contrato de trabalho. Motivo para acusarem o Governo de estar a incentivar a ilegalidade.

«A lei [artigo 88.º, alínea 2] vai deixar milhares de pessoas de fora, que trabalham e contribuem para o desenvolvimento do País. O que é que vão fazer?», pergunta Manuel Correia, presidente da Federação das Organizações Cabo-Verdianas em Portugal, em declarações ao DN. E responde: «Vão continuar a trabalhar na ilegalidade e no mercado de informal. Qual é o interesse do Governo em manter esta situação?»

Manuel Correia estima que há cerca de 60 mil a 70 mil compatriotas irregulares.

As críticas repetem-se quando falamos com a comunidade brasileira. Heliana Bibas, da Casa do Brasil e membro do Conselho Consultivo para os Assuntos da Imigração, diz que, pelo menos, 40 mil brasileiros aguardam o decreto. Agora, teme o pior.

«Criticámos a proposta por ser muito vaga e discricionária e o ministro [da Administração Interna] prometeu definir a situação. Também discordámos do facto de ser o Serviço de Estrangeiros e Fronteiras (SEF) - pior, uma direcção-geral - a decidir se a pessoa terá ou não uma autorização e residência. Os milhares de pessoas que esperam há quase um ano pela regulamentação vão ficar eternamente à espera para se legalizarem. Esta lei só incentiva a imigração ilegal», protesta, também em declarações ao DN, Heliana Bibas.

O terceiro grupo de estrangeiros em Portugal é oriundo da Europa de Leste. Galina Leonov, presidente da Casa da Língua e Cultura Russa, avança que existirão cerca de 50 mil destes cidadãos irregulares, a maioria ucranianos , mas também russos e moldavos.

«Estamos à espera da regulamentação para a traduzir e publicar nos nossos jornais [Slovo e Maiak]. E vamos tomar medidas, porque o regime excepcional vai aumentar a subjectividade que já existe no SEF. Uma coisa é a lei e outra é a prática e isso depende de um funcionário», argumenta, em declarações ao DN.

Uma comunidade que já se vê e de que não se fala é a chinesa. As estatísticas oficiais indicam menos de dez mil, Y Ping Chow, dirigente da Liga dos Chineses de Portugal, estima que existem mais 12 mil ilegais, mas, mesmo assim, parece um número subavaliado.

Y Ping Chow espera que os chineses se possam legalizar ao abrigo do incentivo ao empreendorismo (artigo 60.º), caso contrário acredita que se manterão ilegais.

«Não importa pagar multas, o que queremos é a legalização», pede, ao DN.

Feitas as contas naqueles quatro grupos de estrangeiros, haverá mais de 170 mil irregulares.

Em 2004, a OCDE estimava que existiam 185 mil irregulares em PortugalMais de 170 mil imigrantes irão continuar a trabalhar na ilegalidade com a entrada em vigor da nova lei, criticam as associações de imigrantes ouvidas pela edição do Diário de Notícias.

Segundo o diário, trata-se da reacção à regulamentação da legislação a publicar esta semana e que, segundo o DN avançou ontem, apenas irá conceder autorizações de residência a título excepcional, não bastando para tal ter um contrato de trabalho. Motivo para acusarem o Governo de estar a incentivar a ilegalidade.

«A lei [artigo 88.º, alínea 2] vai deixar milhares de pessoas de fora, que trabalham e contribuem para o desenvolvimento do País. O que é que vão fazer?», pergunta Manuel Correia, presidente da Federação das Organizações Cabo-Verdianas em Portugal, em declarações ao DN. E responde: «Vão continuar a trabalhar na ilegalidade e no mercado de informal. Qual é o interesse do Governo em manter esta situação?»

Manuel Correia estima que há cerca de 60 mil a 70 mil compatriotas irregulares.

As críticas repetem-se quando falamos com a comunidade brasileira. Heliana Bibas, da Casa do Brasil e membro do Conselho Consultivo para os Assuntos da Imigração, diz que, pelo menos, 40 mil brasileiros aguardam o decreto. Agora, teme o pior.

«Criticámos a proposta por ser muito vaga e discricionária e o ministro [da Administração Interna] prometeu definir a situação. Também discordámos do facto de ser o Serviço de Estrangeiros e Fronteiras (SEF) - pior, uma direcção-geral - a decidir se a pessoa terá ou não uma autorização e residência. Os milhares de pessoas que esperam há quase um ano pela regulamentação vão ficar eternamente à espera para se legalizarem. Esta lei só incentiva a imigração ilegal», protesta, também em declarações ao DN, Heliana Bibas.

O terceiro grupo de estrangeiros em Portugal é oriundo da Europa de Leste. Galina Leonov, presidente da Casa da Língua e Cultura Russa, avança que existirão cerca de 50 mil destes cidadãos irregulares, a maioria ucranianos , mas também russos e moldavos.

«Estamos à espera da regulamentação para a traduzir e publicar nos nossos jornais [Slovo e Maiak]. E vamos tomar medidas, porque o regime excepcional vai aumentar a subjectividade que já existe no SEF. Uma coisa é a lei e outra é a prática e isso depende de um funcionário», argumenta, em declarações ao DN.

Uma comunidade que já se vê e de que não se fala é a chinesa. As estatísticas oficiais indicam menos de dez mil, Y Ping Chow, dirigente da Liga dos Chineses de Portugal, estima que existem mais 12 mil ilegais, mas, mesmo assim, parece um número subavaliado.

Y Ping Chow espera que os chineses se possam legalizar ao abrigo do incentivo ao empreendorismo (artigo 60.º), caso contrário acredita que se manterão ilegais.

«Não importa pagar multas, o que queremos é a legalização», pede, ao DN.

Feitas as contas naqueles quatro grupos de estrangeiros, haverá mais de 170 mil irregulares.

Em 2004, a OCDE estimava que existiam 185 mil irregulares em Portugal

in www.diariodigital.sapo.pt  imagem em http://www.sef.pt

publicado por paulozananar às 16:08
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Sexta-feira, 26 de Outubro de 2007

Desporto Motorizado - Boa prestação de Armindo

 Armindo Araújo fez uma boa primeira etapa no Rali do Japão, estando no final do dia classificado no 3º lugar, logo a seguir a Nutahara e a Pozzo, com uma diferença pocuo superior a 1m10s.

Tal como na Nova Zelândia, um problema no diferencial traseiro na 4ª especial, fez o piloto perder quase 1 minuto, mas depois de reparado o problema Armindo voltou ao seu ritmo.

Na primeira passagem pelos troços fomos mais cautelosos e na SS4 partimos novamente o diferencial traseiro e tivemos que fazer o resto da especial só com tracção dianteira. Após trocarmos o diferencial na assistência, e apesar de ter começado a chover muito, atacámos forte e conseguimos sempre melhores classificações nos sectores selectivos”, começou por explicar Armindo Araújo, adiantando que quer “atacar forte e conseguir subir uma posição no PWRC".

Em termos desportivos, Armindo Araújo rodou consistentemente entre o 6º e 9º lugar da classificação do PWRC, mas na 7ª especial de classificação, verificou-se uma grande reviravolta na classificação que o colocou no 3º lugar.

Muito atrasados, a partir desse momento, ficaram Flodin (que foi líder durante muito tempo), Arai e Haninen, pelo que os principais adversários de Armindo Araújo, em termos de rapidez já estão muito atrasados.

in www.ralis.online.pt

publicado por paulozananar às 13:03
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Escola - Alunos ficam livres de expulsão até ao 12º

 A possibilidade de um aluno ser expulso por actos de indisciplina, que constava da proposta do Governo para o Estatuto do Aluno do Ensino Básico e Secundário, foi ontem eliminada pelos deputados. Na discussão e votação na especialidade, que ainda decorre na Comissão de Educação, a norma foi aprovada por unanimidade. As sanções máximas passam a ser a suspensão até 10 dias úteis e a transferência de escola, desde que os alunos tenham mais de 10 anos e tenham transporte assegurado.
O PS, no entanto, acredita que o diploma ajudará a travar a indisciplina e violência escolar. Ao JN, Odete João insistiu que o Estatuto reforçará a autonomia do professor e agilizará os mecanismos processuais de disciplina. O essencial, sublinhou, é "o trabalho em rede" entre professores, pais e serviços e as comissão de protecção de menores ou os concelhos locais de acção social.
O estatuto também prevê "medidas correctivas". Caso da realização de tarefas, prolongamento da permanência do aluno na escola, mudança de turma ou interdição no acesso a determinados espaços, como os pátios. O Governo também propunha a suspensão da frequência das actividades extracurriculares, mas o PS eliminou essa sanção ("nunca o PS prejudicou tanto o Governo").
Além de um novo regime de faltas o PS aprovou a realização de provas de recuperação para os alunos que faltarem mais de três semanas - quer tenham sido ausências justificadas ou não. A discussão do artigo 22º foi mesmo a que gerou maior polémica. A omissão quanto a consequências caso o absentismo se torne crónico ou os alunos chumbem nas provas mereceu críticas da oposição. E o CDS diz que vai mesmo apelar ao Presidente da República para vetar a lei.
Paulo Portas considera que uma medida que não distingue entre um aluno impedido de ir às aulas (por doença por exemplo), e outro que se 'balda' "é um erro histórico" que "faz lembrar as passagens administrativas de 1975" e que promoverá só "a mediocridade" do sistema.
O PSD propôs, por outro lado, um plano de acompanhamento para os casos de absentismo crónico que previa a exclusão caso o aluno recusasse o apoio. Os socialistas recusaram. PSD, BE e PCP protestaram contra uma medida criada para beneficiar estatísticas e "camuflar o insucesso escolar". Os deputados do PS repetiram até à exaustão que excluir alunos não se coaduna com o princípio de escola inclusiva que defendem. Seria "remetê-los para a escola da rua", afirmou Odete João.

in http://jn.sapo.pt por Alexandra Inácio

foto por Artur Machado

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publicado por paulozananar às 12:57
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Escola - FENPROF: Governo aprova regras de avaliação dos professores

215985_MLRodriguesMarilynMarquesPUok.jpg Segundo Maria de Lurdes Rodrigues, a avaliação será realizada de dois em dois anos. O Governo aprovou o decreto que regulamenta o processo de avaliação de desempenho do pessoal docente da educação pré-escolar e dos ensinos básico e secundário, regras que o Executivo tenciona aplicar já no corrente ano lectivo.

Em conferência de imprensa, a ministra da Educação, Maria de Lurdes Rodrigues, afirmou que a avaliação será realizada de dois em dois anos.
"A expectativa do Governo é que se realizem avaliações ainda este ano lectivo, sobretudo em relação aos docentes que estão no segundo ano do período previsto para a sua progressão na carreira", disse também a ministra da Educação.
Maria de Lurdes Rodrigues referiu que a avaliação que entrará em vigor terá três dimensões distintas. Na primeira, o processo centra-se numa ficha de auto-avaliação elaborada por cada um dos professores em exercício.
Depois, na segunda dimensão, o processo de avaliação é desenvolvido pelo professor titular coordenador do departamento disciplinar, que avaliará o desenvolvimento das aulas, os materiais pedagógicos produzidos e a relação do docente com os alunos.
Finalmente, na terceira e última fase, a avaliação é feita pelos conselhos executivos, que, entre outros aspectos, aferem a participação dos docentes na vida da escola ou os graus de responsabilidade e de assiduidade demonstrados por cada professor ao longo do período lectivo.
"O processo organiza-se em torno de três participantes: um avaliado e dois avaliadores", salientou a titular da pasta da Educação.
O diploma que regulamenta o novo Estatuto da Carreira Docente pretende "estabelecer as regras operativas para a concretização do sistema de avaliação dos professores", frisou Maria de Lurdes Rodrigues.
Entre outras matérias, o diploma define a periodicidade, os instrumentos de registos da avaliação, os elementos de referência no que respeita a objectivos individuais de cada professor, mas também o grau de autonomia reservado às escolas na organização dos processos de avaliação dos professores.
O decreto regulamentar identifica também os avaliadores - o coordenador do departamento disciplinar e o presidente do conselho executivo - e estabelecem-se as regras de avaliação dos professores contratados e dos professores titulares (responsáveis eles próprios pela avaliação dos restantes docentes) e igualmente dos docentes em regime de mobilidade nos serviços.
"Com este diploma, o Governo completa um ciclo de regras que permitirão às escolas iniciar os processos de avaliação para todos os docentes", afirmou ainda a ministra da Educação.

in http://ultimahora.publico.clix.pt   por Lusa

foto por Marilyn Marques/PÚBLICO (arquivo)

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Quinta-feira, 25 de Outubro de 2007

Importante - Internet: Novo protocolo impede que endereços se esgotem

Image:Crystal Clear app Internet Connection Tools.pngOs endereços que identificam os computadores na Internet, ou Internet Protocol (IP), estão a esgotar-se e é urgente adoptar novas regras, que Portugal terá a funcionar até ao fim de 2008, numa transição transparente para o utilizador.

Quando a Internet foi «inventada» na década de 70, as quatro mil milhões de combinações dos actuais endereços IP, que são compostos por quatro conjuntos de números separados por pontos, eram suficientes para a utilização, num protocolo denominado IPv4, explicou à Lusa o presidente da Fundação para a Computação Científica Nacional (FCCN), Pedro Veiga.

Mas, hoje em dia, com a multiplicação de aparelhos que os utilizadores ligam à Internet, para os quais é necessária uma identificação única, torna-se urgente integrar a navegação neste novo padrão protocolar, denominado IPv6 e apelidado de Internet de nova geração.

«Em meados da década de 90 começou a achar-se que isto era uma grande limitação e desenvolveu-se um novo protocolo, que é o IPv6, que ultrapassa o problema e permite endereços muito maiores», explicou Pedro Veiga.

No mundo existem seis mil milhões de pessoas, se todas tivessem um computador não haveria endereços únicos para cada um deles, exemplificou o mesmo responsável.

Esta nova versão de protocolo para a Internet permite um número muito maior de combinações para identificação e estima-se que «nos próximos 100 a 200 anos não vai haver qualquer tipo de problema», disse Pedro Veiga.

Para o utilizador a mudança é transparente, porque não interfere com o endereço que costuma escrever no navegador de Internet do computador.

O único problema que pode eventualmente existir para os utilizadores, a partir de 2010, é não conseguir ligar novos equipamentos, se a migração não tiver sido feita.

«Por exemplo, em casa um utilizador não poderia ligar à Internet vários equipamentos ao mesmo tempo por escassez de endereços», disse Pedro Veiga.

A FCCN é entidade responsável pelo acompanhamento desta migração, um esforço a nível mundial, e tem vindo a preparar o terreno para acelerar a sua aplicação a nível nacional, conforme delineado pela Comissão Europeia, que esboçou as linhas mestras de implementação da Internet de nova geração para os Estados-membros.

A entidade que regula a Internet em Portugal promoveu um encontro esta semana com universidades e politécnicos demonstrando a urgência da migração antecipada e estabeleceu como objectivo que no fim de 2008 todos os servidores de correio electrónico e de Internet já tenham possibilidade de suportar o actual IPv4 e o novo IPv6.

Com esta iniciativa, a FCCN procura contribuir para que estas instituições de ensino superior liderem o movimento nacional de adopção do IPv6.

Esta migração resolve a problemática da falta de endereços a partir de 2010, mas também se introduziram novas características no protocolo, nomeadamente na área da segurança.

«Segurança, mobilidade e auto-configuração» são as novas características deste protocolo, que facilitam a gestão das redes do ponto de vista técnico, explicou Pedro Veiga.

A tendência é para adiar a aplicação do novo protocolo, mas Pedro Veiga advertiu que assim «não haverá tempo para fazer uma migração pensada e razoável».

O mesmo responsável adiantou que há uma série de entidades internacionais que já estão preparadas para a mudança, incluindo o departamento de Defesa dos Estados Unidos, que anunciou há dois anos que até ao fim de 2008 tem todas as suas redes migradas para IPv6.

Para aplicar este protocolo o investimento «é praticamente humano», explicou Pedro Veiga, e no caso de ter equipamentos de rede mais antigos, que não suportam o novo protocolo, será necessário substituir.

 

in www.diariodigital.sapo.pt  por Diário Digital / Lusa  http://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/5/59/Crystal_Clear_app_Internet_Connection_Tools.png

publicado por paulozananar às 11:20
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Importante - TGV: Ligação ao Aeroporto do Porto só depois de 2013

O TGV na estação de Montparnasse, em Paris A secretária de Estado dos Transportes, Ana Paula Vitorino, reafirmou quarta-feira à noite que o Aeroporto Sá Carneiro, Porto, vai ter uma ligação à futura rede ferroviária de alta velocidade, mas só depois de 2013.

«Não me posso comprometer com o timing», disse Ana Paula Vitorino no Porto, num debate sobre «O futuro do Aeroporto do Porto: Rede ferroviária e modelo de gestão», organizado pela Junta Metropolitana do Porto (JMP).

A governante salientou que a ligação ao aeroporto «não estava estudada tecnicamente», o que impede o Governo de se comprometer com uma data para a sua conclusão, designadamente ao mesmo tempo que a linha Porto-Vigo, que deverá abrir à circulação em 2013.

Ana Paula Vitorino referiu que estão a ser equacionadas várias alternativas, entre as quais a ligação «maioritariamente em túnel» entre Campanhã e o aeroporto, solução que custará cerca de 600 milhões de euros.

A Rave, Rede Ferroviária de Alta Velocidade, está também a analisar a viabilidade física, económica, financeira e ambiental das alternativas de ligação do aeroporto à estação de Nine ou a criação de uma «variante», que faça a ligação Sul-Norte com passagem pelo aeroporto e pelo Porto de Leixões.

A secretária de Estado disse também que «a estação central de alta velocidade no Porto será Campanhã», porque foi considerada viável a utilização da Ponte S. João.

Contudo, será reservado um canal para que, no futuro, se possa optar por um troço ferroviário que tenha uma travessia do Rio Douro independente da que existe.

A linha de alta velocidade entre Lisboa e Porto, que estará concluída em 2015, vai ser independente da actual Linha do Norte, que passará a ser utilizada apenas pelos comboios regionais, suburbanos e de mercadorias.

O único troço comum será a ligação entre Gaia e Campanhã, pela Ponte S. João.

Carlos Fernandes, administrador da Rave e da Refer, afirmou que não vai haver congestionamento desta ponte nem atrasos na travessia do rio, quando as duas linhas estiverem a funcionar em simultâneo, porque «é um troço muito curto».

Ana Paula Vitorino considerou «absolutamente fundamental» fazer um novo troço entre Braga e a fronteira com a Galiza, porque o actual está «manifestamente degradado», e recordou que o objectivo fixado para a ligação Porto-Vigo é de uma hora de viagem, pelo que o comboio irá circular a 250 quilómetros por hora.

O presidente da Associação Comercial do Porto, Rui Moreira, criticou a opção do Governo de avançar com a linha Porto-Vigo e só depois com a ligação ao Aeroporto Sá Carneiro, defendendo que seria preferível esperar pelos estudos técnicos e avançar com as duas obras em simultâneo.

Ana Paula Vitorino argumentou que o adiamento da obra teria o «custo de oportunidade» da perda de fundos comunitários, e garantiu que a ligação ao aeroporto será feita «logo que possível».

O presidente da JMP e da Câmara do Porto, Rui Rio, que moderou o debate, assumiu como «consensual» que a linha Porto-Vigo deve avançar de imediato, desde que a ligação ao aeroporto «não fique para as calendas gregas».

O debate acabou por se centrar na rede ferroviária de alta velocidade, a pedido de Ana Paula Vitorino, que se escusou a pronunciar sobre o modelo de gestão do Aeroporto Sá Carneiro, por não estar sob a sua tutela.

Contudo, Rui Rio e Rui Moreira aproveitaram a ocasião para alertarem para o perigo de um «monopólio privado», prejudicial para o «Sá Carneiro», caso o Governo persista em privatizar a ANA, atribuindo a gestão dos aeroportos civis portugueses à concessionária do novo aeroporto de Lisboa.

in www.diariodigital.sapo.pt   por  Diário Digital / Lusa

publicado por paulozananar às 11:17
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Importante - Portugal/Rússia: Vladimir Putin visita hoje Lisboa

 

http://jorgesampaio.arquivo.presidencia.pt/pt/republica/simbolos/bandeiras/index.htmlBandeira da Rússia

O presidente da Rússia, Vladimir Putin, realiza hoje uma visita oficial a Portugal dominada pelas questões culturais e políticas.

Vladimir Putin chega a Lisboa ao princípio da tarde (14:55) de hoje e segue directamente para o Mosteiro dos Jerónimos, para as cerimónias militares reservadas aos chefes de Estado e a habitual cerimónia de deposição de uma coroa de flores no túmulo de Camões.

Os presidentes de Portugal e da Rússia seguem depois para o Palácio de Belém para se reunirem, a partir das 15:55, estando previstas declarações à imprensa de ambos cerca das 16:30.

Depois de Cavaco Silva, Putin vai encontrar-se com o primeiro-ministro português, José Sócrates, no Palácio de São Bento às 16:50, após o que serão assinados uma série de acordos bilaterais.

Ao final da tarde (19:30), Vladimir Putin é recebido por Cavaco Silva no Palácio da Ajuda para a inauguração oficial, seguida de visita guiada, da exposição «De Pedro, o Grande, a Nicolau II - Arte e Cultura do Império Russo nas Colecções do Hermitage».

O programa segue com um concerto de piano, previsto para as 20:30 e oferecido pelo presidente russo ao seu homólogo português e o tradicional banquete oficial, também no Palácio da Ajuda.

Cavaco Silva reúne-se pela primeira vez com o presidente da Federação Russa, Vladimir Putin, numa visita oficial que o Chefe do Estado português quer que ajude a criar «um bom clima» para a cimeira União Europeia-Rússia.

Na véspera do início da visita oficial de um dia de Putin a Portugal, fonte da Presidência da República disse à Agência Lusa que «o bom clima das relações bilaterais pode reflectir-se na Cimeira da União Europeia (UE) com a Rússia», sexta-feira em Mafra.

Apesar de não ter sido divulgada a agenda do encontro, os dois presidentes deverão analisar as relações entre os dois países, sem qualquer contencioso, e também a cimeira que juntará Putin e José Sócrates, primeiro-ministro português e presidente do Conselho Europeu.

Por seu turno, o primeiro-ministro José Sócrates e o presidente russo, Vladimir Putin, presidem, em Lisboa, à assinatura de acordos económicos entre Portugal e Rússia, um deles para desenvolver uma linha de crédito de 200 milhões de euros.

Segundo fonte do executivo de Lisboa, a assinatura dos acordos bilaterais ao nível económico insere-se num clima político «muito positivo nas relações entre Portugal e a Rússia» - ambiente que foi «cimentado» com a visita de José Sócrates a Moscovo, em Maio passado.

Ao nível de acordos bilaterais, os governos de Lisboa e de Moscovo vão assinar pelo menos três nas áreas financeira e económica (infra-estruturas e vias de comunicação).

Já em preparação desde Maio passado, com a supervisão do ministro de Estado e das Finanças, Teixeira dos Santos, a linha de crédito de 200 milhões de euros vai envolver a Caixa Geral de Depósitos e um banco russo.

Segundo o texto do acordo, os dois bancos vão prestar «colaboração mútua na identificação e desenvolvimento de oportunidades na exportação de bens e serviços portugueses e russos».

A Caixa Geral de Depósitos e o banco russo vão também concertar-se para promover o investimento directo de empresas russas em Portugal e de empresas portuguesas na Rússia.

No caso dos investimentos nacionais, a linha de crédito apoiará sobretudo projectos de investimento na construção de infra-estruturas russas.

No total, 1.300 elementos das forças policiais garantirão a segurança do presidente russo durante os dois dias em que permanecerá em Portugal.

Esta é a segunda visita oficial de Vladimir Putin a Portugal, depois de em Novembro de 2004 o presidente russo ter quebrado mais de dois séculos de 'jejum' ao retribuir em Lisboa a visita de Estado que o presidente Jorge Sampaio fez à Rússia em Outubro de 2001.

in www.diariodigital.sapo.pt    por Diário Digital / Lusa

publicado por paulozananar às 11:13
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Importante - Portugueses são dos mais desconfiados e menos cívicos da OCDE

Organisation for Economic Co-operation and Development Os portugueses são o povo mais desconfiado da Europa Ocidental e ocupam a 25ª posição entre 26 países num estudo da OCDE destinado a medir a amplitude da desconfiança e falta de civismo dos diferentes povos recenseados.

Os estudos da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE) e da «World Values Survey», citados no novo livro «A Sociedade da Desconfiança, por dois economistas franceses do Centro para a Pesquisa Económica e suas Aplicações (CEPREMAP), demonstram que esta »ausência de confiança generalizada nos outros e nas instituições é mensurável e afecta a economia e a sociedade em geral« em todos os países avaliados.

Os portugueses são, em média, os europeus mais desconfiados, à frente dos franceses (24º lugar) e da maioria dos outros povos desenvolvidos, de acordo com uma outra sondagem realizada entre 1990 e 2000 pela «World Values Survey» que inclui os países membros da OCDE, nomeadamente EUA, Japão, Austrália e Canadá. No último lugar, imediatamente depois de Portugal, apenas os turcos conseguem ser ainda mais desconfiados.

Em resposta à pergunta «Regra geral, pensa que é possível confiar nos outros ou acha que a desconfiança nunca é suficiente?», os portugueses ficaram no último lugar, com menos de 18% a responderem afirmativamente. Os franceses situam-se imediatamente a seguir em termos de desconfiança média relativamente aos demais e às instituições.

No outro extremo, 66% dos suecos e 60% dos dinamarqueses admitem por regra confiar nas outras pessoas e nas suas instituições.

Numa comparação entre pessoas com o mesmo nível escolar, sexo, situação familiar, religião e orientação política, face aos noruegueses que ocupam o primeiro lugar relativo aos que mais confiam, os portugueses só ficam à frente da França, Hungria, Turquia e Grécia.

O economista e professor universitário Mira Amaral disse à agência Lusa «não ter ficado surpreendido» com estas estatísticas. Para o antigo ministro da Indústria do primeiro governo de Aníbal Cavaco Silva, a desconfiança «afecta, obviamente, a economia» e indicia incapacidade das pessoas para trabalharem com outras em rede.

«A desconfiança mostra que não acreditamos nas outras pessoas e no País, e quando uma pessoa não confia no seu país não investe», sublinhou, acrescentando que os portugueses «são pouco liberais e muito estatistas».

Opinião semelhante tem o economista António Nogueira Leite para quem «a desconfiança social afecta, sem dúvida nenhuma, a competitividade» ao criar entropias que complicam as relações económicas e por implicarem o «falhanço de alternativas» válidas.

«É um indicador importante», afirmou, referindo-se às estatísticas recolhidas nestes estudos.

O também economista e professor universitário João César das Neves, embora só concorde em termos gerais, afirma-se «surpreendido» com a colocação de Portugal porque, apesar dos portugueses serem um «povo muito desconfiado há pior na Europa».

Graças aos franceses que, em regra, se situam nos estudos citados quase sempre pior colocados, os portugueses são os menos cívicos e apenas ultrapassados por mexicanos e franceses, ocupando também a terceira posição entre os povos que acham legítimo receber apoios estatais indevidos (baixas por doença, subsídios de desemprego etc.), adquirir bens roubados (14º lugar para os portugueses contra 20º lugar dos franceses) ou aceitar luvas no exercício das suas funções (12º lugar para os portugueses e 21º lugar para os franceses).

Para Mira Amaral, estas estatísticas tornam evidente também o problema do Estado providência que não suporta indefinidamente os abusos de pessoas sem escrúpulos que recebem apoios sociais indevidos através de métodos fraudulentos, por exemplo para conseguirem baixas médicas.

«Este comportamento não é atávico» nos portugueses, no sentido de que não possa ser remediado, mas é «uma grande pecha», afirma.

A maioria dos inquiridos nos estudos da OCDE e no livro diz, contudo, condenar a falta de civismo, qualquer que seja o país considerado. No entanto, os habitantes dos países nórdicos e anglo-saxónicos são maioritários em relação aos do Mediterrâneo ao considerarem que tais actos nunca se justificam.

Os autores dos diferentes estudos chegam à conclusão que a falta de civismo é transversal a todas as sociedades e não apenas às pessoas com menor nível escolar.

De acordo com o comportamento registado entre os diplomatas de 146 países nas Nações Unidas e nos consulados em Nova Iorque, no que respeita ao cumprimento das regras de trânsito, constata-se que entre 1997 e 2005 os diplomatas portugueses foram os que mais infracções cometeram mas beneficiando de imunidade, entre os ocidentais (68º lugar), bastante pior situados do que os espanhóis (52º) e só à frente dos franceses (78º).

Na longa lista de estatísticas sobre comportamento, o das empresas portuguesas no estrangeiro são as que menos envergonham ao situarem-se a meio da tabela, no 15º lugar, entre as que menos tentativas fazem para corromper nos mercados onde se instalam.

Segue-se uma lista decrescente integrada pela França, Espanha, EUA, Bélgica, Holanda, Alemanha, Reino Unido, Canadá, Áustria, Austrália, Suécia e Suiça.

As empresas que mais tentativas de corrupção fazem são as da Índia, China, Rússia, Turquia, Taiwan, Malásia, África do Sul, Brasil, Arábia Saudita, Coreia do Sul, Itália, Israel, Hong Kong, e México.

Para quase 20% dos portugueses e franceses «para se chegar ao topo, é necessário ser corrupto».

Neste aspecto, Mira Amaral faz questão de explicar que existem duas motivações. Uma assente na inveja dos que não suportam ver alguém triunfar e outra dimensão baseada na convicção justificada do povo de que a classe política, através de esquemas, promoções e «amiguismo», consegue obter mais privilégios do que os devidos.

«A promiscuidade entre grupos económicos e políticos leva as pessoas a terem alguma razão nessa sua desconfiança», constata Mira Amaral.

«Hoje em dia, não se é premiado por se ter tido uma boa carreira mas por amiguismo», sublinha o antigo governante que confirma ter constatado inúmeras vezes este fenómeno e o ter sofrido na pele.

O antigo ministro reconhece que «há um grande tráfico de influências e de amiguismo» que favorece indevidamente os círculos que disso beneficiam.

Belgas, franceses, italianos e portugueses são os povos europeus que menos confiam na sua administração da justiça, contra os dinamarqueses que ocupam o 1º lugar entre os que mais confiança depositam no respectivo sistema judicial.

Curiosamente, os portugueses são dos que mais confiam no seu parlamento (9º lugar), apenas atrás da Suíça, Espanha, Áustria, Finlândia, Dinamarca, Suécia, Holanda e Noruega, e ocupam paradoxalmente o mesmo lugar no ranking dos que mais confiam nos sindicatos, apesar das elevadas taxas de desvinculação sindical.

Os mexicanos, seguidos dos turcos, checos, gregos e franceses são os que declaram não ter «nenhuma confiança» nos respectivos parlamentos.

No seu livro «A Sociedade da Desconfiança», Yann Algan e Pierre Cahuc consideram que a origem da desconfiança se baseia no corporativismo e no estatismo. Essa mistura criou em vários países um «círculo vicioso de desconfiança e de disfunções do modelo económico e social», liquidando a bandeira do universalismo que alguns povos gostam de apresentar.

O estudo dos dois economistas franceses revela que, se não existisse uma desconfiança tão elevada em relação às outras pessoas e às instituições (governo, parlamento, sindicatos), em média por habitante, os portugueses teriam aumentado em 18% os seus rendimentos médios entre os anos 2000 e 2003 com efeitos idênticos sobre o PIB.

João César das Neves considera que a desconfiança é «sem dúvida» um elemento importante para a dinâmica económica mas que ela é, antes de mais, uma «terrível influência para a vida social e o equilíbrio pessoal e familiar». Para este economista, o efeito sobre o crescimento ainda é o menos importante.

Os autores do estudo dizem relativamente à França, citando os principais líderes políticos, entre os quais Francois Bayrou, que o país vive a «mais grave crise da sua história recente, e que esta é uma crise de confiança» nas instituições e nos diferentes órgãos do Estado.

Mira Amaral concorda e considera que, «genericamente, as estatísticas apresentadas também estão de acordo com as características dos portugueses como povo».

João César das Neves acha que esse elemento é importante mas secundário, sublinhando mais o facto de vivermos numa época de transição social, com enorme transformação das instituições, hábitos e costumes e a consequente crise cultural, que é particularmente visível na Europa.

«Além disso, a tradicional tendência portuguesa para a violação das regras também tem efeitos, junto com a má qualidade da classe política», destaca.

Pouco optimista, afirma que a desconfiança tem flutuado ligeiramente com as crises económicas e políticas. «Estamos hoje melhor que há três anos, mas pior que há dez. Mas trata-se de pequenas alterações à volta de um nível baixo», conclui.

O velho ditado com «um olho no burro e outro no cigano» parece continuar a guiar o comportamento quotidiano dos portugueses.

in www.diariodigital.sapo.pt por Diário Digital / Lusa

publicado por paulozananar às 11:10
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Curiosidades - Castelo de São Jorge: Visitas a escavações começam hoje

Os visitantes do Castelo de São Jorge, em Lisboa, vão poder ver, a partir desta quinta-feira, as escavações arqueológicas que revelam traços da ocupação islâmica e da Idade do Ferro.

A Praça Nova do Castelo de São Jorge, onde as escavações se iniciaram em 1996, terá um conjunto de estruturas à vista do público, incluindo um núcleo urbano do período islâmico, vestígios do Palácio dos Condes de Santiago e restos de habitações da Idade do Ferro.

Na sala da cisterna e das colunas será instalado um núcleo museológico com o espólio descoberto durante as escavações na Praça Nova.

O núcleo museológico será inaugurado em 2008.

in www.diariodigital.sapo.pt

publicado por paulozananar às 11:08
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Curiosidades - Sharp desenvolve painel de LCD mais fino do mundo

SHARP A Sharp anunciou que desenvolveu o ecrã de cristal líquido (LCD) mais fino do mundo, com 0,68 milímetros de espessura, superando o painel de 0,69 milímetros da AU Optronics.

A empresa japonesa declarou ainda que planeia iniciar a produção comercial dos aparelhos, principalmente para telemóveis e câmaras digitais, no próximo ano fiscal, que começa em Abril.

Ecrãs mais finos ajudam os fabricantes a produzir telemóveis e câmaras mais leves, pequenos e estilizados.

in www.diariodigital.sapo.pt

publicado por paulozananar às 11:04
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Curiosidades - Clube mais antigo do Mundo comemora 150 anos

                          The oldest football club in the worldO Sheffield Football Club, o clube mais antigo do Mundo, comemora esta quarta-feira 150 anos de vida. O presidente da FIFA, Joseph Blatter, estará na festa de aniversário.

Actualente na VII Divisão de Inglaterra, o Sheffield Football Club, uma equipa amadora, é ofuscado pelos profissionais Sheffield United e Sheffield Wednesday.

No entanto, o clube mais antigo do Mundo é um dos dois clubes que recebeu a distinção de Ordem do Mérito da FIFA. O outro é o Real Madrid.

No próximo mês o Sheffield Football Club vai defrontar o Inter de Figo, num encontro onde estará presente, entre outros, Pelé.

O Sheffield Football Club, o clube mais antigo do Mundo, comemora esta quarta-feira 150 anos de vida. O presidente da FIFA, Joseph Blatter, estará na festa de aniversário.

Actualente na VII Divisão de Inglaterra, o Sheffield Football Club, uma equipa amadora, é ofuscado pelos profissionais Sheffield United e Sheffield Wednesday.

No entanto, o clube mais antigo do Mundo é um dos dois clubes que recebeu a distinção de Ordem do Mérito da FIFA. O outro é o Real Madrid.

No próximo mês o Sheffield Football Club vai defrontar o Inter de Figo, num encontro onde estará presente, entre outros, Pelé.

 

in www.diariodigital.sapo.pt

publicado por paulozananar às 10:59
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Segunda-feira, 22 de Outubro de 2007

Desporto Motorizado - Ralis - Mais 207 S2000 a caminho do Nacional de Ralis

 Para além do oficial Bruno Magalhães, mais dois ou três pilotos poderão estar ao volante de um Peugeot 207 S2000 na próxima temporada do Campeonato Nacional de Ralis, numa hipótese que deverá ficar aclarada já no decorrer da próxima semana, altura em que Carlos Barros reunirá com o representante do jovem Bernardo Sousa e com o piloto e director da equipa BPN Amarante Rally Team, Nuno Barroso Pereira.
«Vêm cá porque querem saber o preço exacto dos carros e as condições em que os poderão adquirir. Através da nossa filial, sabem de antemão que poderão receber o carro mais cedo, numa altura em que já existe uma extensa lista de pretendentes aos novos 25 kits que a Peugeot Sport acaba de lançar. Pessoalmente, tenho todo o interesse em que estes projectos se concretizem», assegurou Carlos Barros.

Polo já não é hipótese

E se Bernardo Sousa optou por não fazer qualquer tipo de declarações sobre este assunto, já Nuno Barroso Pereira não teve qualquer problema em confirmar que esta é realmente uma das hipóteses em “cima da mesa” para o próximo ano, num projecto que será sempre extensível a Vítor Pascoal.
Afastada que está, «quase em absoluto», a possibilidade da equipa prolongar a ligação iniciada no último rali aos belgas da René Georges Motorsport, «simplesmente porque não há qualquer garantia que o Polo vai ser evoluído nos próximos anos», ganha forma uma das duas alternativas que existem em Portugal:
«O cenário mais provável nesta altura é avançarmos para um Peugeot ou, em alternativa, para um Fiat, tudo dependendo agora das condições que nos forem apresentadas pela Peugeot Portugal e pela Opção 04, embora o factor mais importante na nossa decisão até seja o apoio técnico que nos possam vir a prestar», justificou Barroso Pereira, que se despedirá da condução do Polo S2000 no próximo Rali de Mortágua, mantendo depois «tudo em aberto» para o “Casinos do Algarve”.
Em todo o caso, além da Fiat e Peugeot, uma terceira alternativa está ainda em estudo, já que o amarantino vai deslocar-se na próxima sexta-feira à Finlândia, à base da equipa Tommi Makinen Racing, a fim de testar o novíssimo Subaru Impreza de Grupo N.

in www.autosport.clix.pt  , por JLA

publicado por paulozananar às 21:41
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Sexta-feira, 19 de Outubro de 2007

Saúde - Ser «dorminhoco» está nos genes, indica estudo

Variações nos genes que controlam o nosso relógio biológico podem esconder tratos rítmicos que influenciam, por exemplo, a hora a que preferimos acordar
 Os genes que controlam o nosso relógio biológico diário influenciam o processo reparador do sono e podem conduzir à necessidade de dormir durante o tempo em que deveríamos estar acordados, revela um estudo publicado no jornal BMC Neuroscience.

A equipa internacional de investigadores salienta que já era conhecido que os genes que controlam as 24 horas do nosso relógio biológico, ou ritmo circadiano, influenciam o nosso tempo de sono, mas não tinha sido provado que também são fundamentais para o processo reparador do sono, como aconteceu neste estudo, que identificou as mudanças no cérebro que levam ao aumento da vontade e da necessidade de dormir durante o tempo em que se está acordado.

O ritmo circadiano, ou ciclo circadiano, designa o período de aproximadamente um dia, ou 24 horas, sobre o qual se baseia todo o ciclo biológico do corpo humano, influenciado através da luz solar, regulador de todos os ritmos biológicos e alguns psicológicos, como a digestão, o estado de vigília, o crescimento e renovação das células, assim como a subida ou descida da temperatura.

«Ainda não sabemos concretamente por que é que beneficiamos com o sono, nem por que é que nos sentimos cansados quando temos falta de dormir, mas parece provável que o sono ajuda alguma função básica do cérebro, como a restauração de energia das células ou a consolidação da memória», explica Bruce O`Hara, da Universidade de Kentucky, EUA, um dos neurocientistas que conduziram as investigações.

«Descobrimos que a expressão dos genes que controlam no cérebro o nosso ritmo circadiano está altamente relacionada com a acumulação de sono em dívida, enquanto descobertas anteriores já tinham ligado esses genes ao metabolismo energético», afirmou, acrescentando que «juntas, estas descobertas apoiam a ideia de que uma função do sono está relacionada com o metabolismo energético» do corpo.

Para explorar a relação entre a expressão dos genes que regulam este relógio biológico e o sono foram usados três ratinhos de estirpes puras e com diferentes marcadores genéticos, que tinham previamente demonstrado diferir na forma como respondiam à privação de sono, num teste conduzido por Paul Franken, investigador nas universidades de Stanford, EUA, e de Lausanne, Suíça.

Neste estudo, as cobaias foram primeiro privadas de sono durante o dia, altura em que os ratos normalmente dormem, e depois foi-lhes permitido recuperar o tempo de sono.

Nas duas fases os investigadores examinaram na totalidade dos cérebros dos três animais as alterações provocadas na expressão dos genes do relógio biológico.

Observaram que a expressão dos genes do relógio biológico aumentava quando os ratinhos eram mantidos acordados e diminuía quando o sono lhes era permitido, provando que estes genes desempenham um papel importante na regulação da necessidade de dormir.

A expressão dos genes denominados Period-1 e Period-2, que já se sabia serem responsáveis pelos nossos ritmos circadianos, aumentou a um ritmo maior nos ratos com pior qualidade de sono, sugerindo que os detalhes dessa expressão podem esconder diferenças individuais na duração e na qualidade do sono dos animais.

As trocas efectuadas na expressão dos genes também mostraram ocorrer em muitas regiões cerebrais diferentes, apoiando a ideia de que o sono é uma função global do cérebro.

A grande vantagem já anteriormente atribuída ao ciclo circadiano é permitir aos animais e plantas prever e preparar-se para alterações periódicas no ambiente.

Os investigadores salientam que o aumento da expressão genética pode representar, a nível molecular, uma preparação do animal para a actividade.

Variações nos genes que controlam o nosso relógio biológico podem esconder tratos rítmicos que influenciam, por exemplo, a hora a que preferimos acordar, mas o papel directo destes genes na regulação do sono, como ficou demonstrado neste estudo, pode também influenciar a duração do sono, a vontade de dormir e o desempenho de um homem ao longo do dia, após ter dormido mais ou menos horas.

Este estudo lança também uma luz na biologia das perturbações dos estados de humor, como a doença bipolar ou o Distúrbio Afectivo Sazonal (Seasonal Affective Disorder-SAD, em inglês), que parecem estar ligadas tanto ao sono como aos ritmos circadianos.

Em 2004, os cientistas Joseph S. Takahashi, do Instituto Médico Howard Hughes da Universidade Northwestern, e David K. Welsh e Steve A. Kay, do Instituto de Investigação Scripps, ambos nos EUA, publicaram um estudo na revista Current Biology segundo o qual os genes que regulam o relógio que governa os ritmos circadianos do corpo também controlam ciclos similares nos órgãos do corpo, marcando o tempo nos respectivos relógios genéticos internos.

 

in www.diariodigital.pt , foto in www.cienciahoje.pt

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Escola - Melhores alunos da FCTUC recompensados com 44 mil euros

 Os melhores alunos de todos os cursos da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra (FCTUC) receberam hoje um total de 44 mil euros em prémios atribuidos pelo Banco Português de Investimento (BPI).

A dotação destinou-se a premiar individualmente com 1.000 euros o melhor aluno em cada um dos 22 cursos da faculdade nos anos lectivos de 2004/2005 e 2005/2006.

Avelãs Nunes, vice-reitor da Universidade de Coimbra, enalteceu o contributo do BPI, um exemplo de apoio à universidade que, na sua óptica, deveria ser encarado por outras instituições enquanto «investimento para o país e para as empresas».

Na sua perspectiva, este acto testemunha que a Universidade tem ocupado outros «espaços de excelência», para além das áreas tradicionais.

Avelãs Nunes aproveitou a sessão para lamentar que a Universidade «tão mal seja tratada por outros que a deveriam tratar bem», salientando que o tempo que se avizinha, com o novo regime jurídico das instituições do ensino superior, é de «alguma instabilidade e de perturbação», nomeadamente em termos orçamentais.

João Gabriel Silva, presidente do Conselho Directivo da FCTUC, manifestou satisfação com a distinção feita aos melhores alunos, por ser um sinal de que «a faculdade funciona e que o esforço vale a pena».

Nos anos lectivos de 2004/2005 e 2005/2006, os melhores alunos foram dos cursos de Matemática, Engenharia Informática e Engenharia Electrotécnica e de Computadores, com médias que oscilaram entre os 18,2 e os 18,8 valores.

Cinco alunos arrebataram o prémio de melhor aluno do seu curso nos dois anos lectivos, um deles com a segunda e terceira melhor média da Faculdade (18,6 e 18,5 valores) - Filipe Marques Ferreira, da licenciatura de Engenharia Electrotécnica e de Computadores.

Para José Pena do Amaral, vogal da Comissão Executiva do Conselho de Administração do BPI, tratou-se de um «contributo modesto», encarado como um reconhecimento do mérito e enquadrado na responsabilidade pública assumida pela instituição.

O responsável recordou que o acordo do BPI com a FCTUC tem a duração de uma década e manifestou a disponibilidade da instituição bancária para discutir com a faculdade formas de colaboração de «mais relevo».

«Temos contribuído para a melhoria de certos equipamentos desta faculdade, que tem dado um importante contributo para o avanço das ciências. Avaliando tudo, nós é que estamos gratos» pelo seu papel no desenvolvimento, observou.

in www.diariodigital.pt

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