Quarta-feira, 14 de Março de 2007

Curiosidades - Publicidade

As crianças e adolescentes têm cada vez mais poder nas decisões familiares sobre consumo, obrigando os profissionais de marketing a adoptar novas estratégias de comunicação

«A importância crescente da opinião das crianças nos processos de decisão familiares» implica que «os profissionais de comunicação e marketing encarem este segmento de uma outra forma», reconhece Mónica Chaves, responsável pela empresa organizadora do 3º seminário de marketing infantil subordinado ao tema Kids and Teens, que começa quinta-feira em Lisboa.

A opinião dos mais novos «ganhou poder nestes últimos anos», lembra a directora, explicando que «estes pequenos seres são pessoas profundamente informadas sobre os temas que lhes interessam» e, consequentemente, «mais exigentes e com legitimidade reconhecida pelos pais».

Este conhecimento «confere-lhes poder», sublinha a especialista em entrevista à Lusa, admitindo que as crianças e adolescentes são «um novo filão» para os 'marketeers', na medida em que, directa ou indirectamente, «já detêm poder de compra».

A necessidade de adaptar a comunicação e o marketing à nova geração - designada como Geração Net - decorre do facto de haver «uma rotura completa em relação às gerações anteriores, em termos de características, estilos de vida e modo de ver o mundo», alerta a directora.

A Geração Net, que constituirá a análise principal dos participantes no seminário sobre marketing infantil, nasceu durante os anos de grande 'boom' da Internet, por volta de 1995, e tem crescido e evoluído a par das novas tecnologias de informação e comunicação.

Para estas crianças, «o rato é o prolongamento do seu braço e o ecrã do computador a sua janela para o mundo», disse a especialista.

A Internet, acrescentou, tornou as culturas mais próximas e proporcionou aos jovens «a possibilidade de contactarem mais facilmente com realidades internacionais, abrindo uma janela para todo o mundo 'à distância de um clique'».

Por outro lado, lembrou a directora da Brandkey, as crianças de hoje constituem um público-alvo «muito volátil» que é mais fiel a modas do que a necessidades.

«Os produtos, per si, não dizem nada às crianças, as marcas é que lhes dão cara e identidade», defendeu, explicando que «as marcas conseguem estabelecer relações emocionais com as crianças através das suas simbologias, logótipos e, quando existem, mascotes».

E «o que hoje é moda, amanhã [os jovens] nem admitem existir», acrescentou a responsável, referindo que «a maior força de influência são os grupos, as 'tribos' ou os 'clãs'».

Por isso, alega, «a força de comunicação one-to-one ['boca-a- boca'] é crescente», já que as crianças e os adolescentes «acreditam piamente no que diz o seu grupo de amigos, seja através de que meio for: pessoalmente, no recreio das escolas ou através de meios como a Internet e o telemóvel».

Além disso, estes consumidores mais jovens têm características próprias consoante a sua nacionalidade, o que implica que «as marcas e respectivo marketing e comunicação deverão recorrer a disciplinas, meios e canais que toquem nos interesses e coração dos nossos jovens 'tugas'».

«Os meios e conteúdos da comunicação deverão ser adaptados a estas novas ferramentas», diz Mónica Chaves.

Segundo sustentou, a comunicação deve ter em conta os conhecimentos que os jovens detêm hoje em dia e «não considerar as crianças como seres pouco espertos, que não têm capacidade para interpretar as mensagens publicitárias».

Para a especialista, as restrições à publicidade dirigida às crianças tende a cair num extremo e a ter pouco senso, embora as limitações mais fortes, como as que foram implementadas em Inglaterra, ainda não tenham chegado a Portugal.

«Mas há fortes probabilidades de virem a ser implementadas» restrições como «as etiquetas de aviso dos malefícios de determinados componentes, a proibição total e completa de anúncios televisivos de produtos alimentares dirigidos a crianças», entre outras, alegou.

Uma possibilidade que Mónica Chaves espera ver afastada pelo cumprimento, por parte das empresas, das regras de auto-regulação e pelo programa Media Smart, que está a ser desenvolvido pela Associação de Anunciantes para ser implementado nas escolas, e que visa «ensinar as crianças a interpretar correctamente as mensagens publicitárias».

Lusa / SOL

publicado por paulozananar às 10:26
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