Quarta-feira, 10 de Outubro de 2007

Saúde - Investigação nacional premiada em três áreas

Multiplicação de células, cicatrização de fracturas ósseas e insuficiência cardíaca.

Os laboratórios Pfizer e a Sociedade de Ciências Médicas de Lisboa (SCML) revelam os nomes dos vencedores dos Prémios Pfizer de Investigação 2007, o mais antigo galardão atribuído nesta área em Portugal. Este ano, foram atribuídos dois prémios, no montante de 20 mil euros cada, ao melhor trabalho de investigação clínica e ao melhor trabalho de investigação básica. A bolsa Pfizer de investigação em envelhecimento e geriatria Prof. Xavier Morato destina-se ao melhor projecto de investigação neste âmbito e corresponde ao montante de 60 mil euros.

O Prémio de Investigação Básica foi atribuído a Ana Rodrigues Martins e Mónica Bettencourt Dias, do Instituto Gulbenkian de Ciência, pelo trabalho “A formação dos centrossomas: será preciso um molde?” Este estudo desvendou os segredos da formação do centrossoma, a estrutura que regula o esqueleto e a multiplicação das nossas células, e que está frequentemente alterada no cancro.

«Esta é uma questão muito importante, pois tanto a ausência como o excesso destas estruturas está associada a doenças variadas, desde a infertilidade ao cancro. Cada uma das nossas células tem apenas um centrossoma e pensava-se que este servia de modelo para a formação de novas estruturas destas, necessária aquando da formação de nova células. Este estudo mostra que os centrossomas podem-se formar sem um modelo, vindos do nada, desde que para tal haja um aumento de actividade de uma proteína, a SAK, contrariando paradigmas vigentes desde há mais de um século. As investigadoras observaram que um aumento da SAK levava à formação de inúmeros centrossomas. Esta descoberta tem duas consequências muito importantes para a bio-medicina, é que se o modelo não é necessário, basta a alteração da SAK, e talvez de outras moléculas por descobrir, para se gerarem muitos centrossomas, o que leva a uma desregulação da multiplicação da células, algo observado em cancro. Também sugere que estas moléculas possam ser utilizadas no diagnóstico, e até a mais longo prazo, como pontos de ataque no tratamento do cancro», explica o comunicado.

Ou seja, poderá vir a diagnosticar-se melhor o cancro, pois se houver aumento da proteína a pessoa poderá ter cancro, sendo eventualmente possível desenvolver técnicas que travem a multiplicação das células e por consequência a evolução do cancro.

O Prémio de Investigação Clínica foi atribuído a Isabel Dias, Carlos Viegas, Jorge Azevedo, Paulo Lourenço, Emília Costa, Adriano Rodrigues, António Ferreira, Rui Reis e António Cabrita, investigadores de várias entidades Instituto Gulbenkian de Ciência, Universidade de Trás-os-Montes e Alto-Douro, Universidade de Coimbra, Universidade Técnica de Lisboa, Universidade do Minho, Instituto de Biotecnologia e Bioengenharia, pelo trabalho “Avaliação dos marcadores bioquímicos de formação óssea e suas correlações com os minerais séricos durante o processo de cicatrização óssea em osteotomias e defeitos ósseos de dimensão crítica ao nível da tíbia na ovelha como modelo experimental de investigação em ortopedia”.

Na prática, este estudo poderá ajudar no tratamento e cicatrização de fracturas ósseas, uma vez que os investigadoes verificaram que existe uma sequência de “eventos” no sangue que são necessários para o osso sarar. Se se verificar que a sequência não está a decorrer como devia, podia passar-se a intervir de modo a que o organismo mantivesse a sequência necessária para que o osso fique bom. Contudo, refere o comunicado que deverão realizadar-se investigações posteriores para determinar se as alterações verificadas neste estudo constituem respostas orgânicas específicas ao nível do local da fractura óssea, em conformidade com as células presentes e os tecidos formados a este nível e ao longo das várias fases de evolução do processo de cicatrização óssea.

Por fim, a Bolsa de Investigação em Envelhecimento e Geriatria foi atraibuída a Adelino Leite-Moreira, Cristina Gavina, Inês Falcão Pires, Roberto Roncon-Albuquerque Jr., André Lourenço, Antónia Teles e Marta Oliveira, da Faculdade de Medicina da Universidade do Porto. Os investigadores vão estudar a “Avaliação da resposta ventricular esquerda à estenose aórtica na população idosa antes e após tratamento cirúrgico: correlações clínicas, morfofuncionais e moleculares”. Este estudo terá a duração de três anos.

por Sónia Santos Dias in www.saude.sapo.pt

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publicado por paulozananar às 11:58
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