Quarta-feira, 28 de Fevereiro de 2007

Curiosidades - Quando o espectador se torna director do seu próprio canal

Imagine um canal de televisão feito à medida dos seus gostos, com todos os seus programas preferidos, nos horários que mais lhe convém. Não é uma mera ilusão tecnológica o que se descreveu. O NPVR (network personal vídeo recorder), sistema de vídeo gravador personalizado, criado por uma equipa de engenheiros do Porto permite-o. O protótipo é amanhã apresentado na Universidade de Aveiro.

O dispositivo permite a criação de uma espécie de canal privado, onde se armazena os conteúdos gravados a pedido do utilizador. Ainda que o seu aspecto mais inovador resida na capacidade de actuação inteligente. Esta tecnologia "vai aprendendo o que as pessoas gostam e a partir desse material elabora, depois, uma grelha que até considera os horários em que a pessoa está mais disponível para ver TV", explica Sílvio Macedo, coordenador do projecto que demorou nove meses a ser desenvolvido por Nuno Rodrigues e Asdrúbal Costa, do INESC (Instituto de Engenharia de Sistemas e Computadores), do Porto, que contou com uma parceria com a PT Inovação, que patrocina a investigação.

"O utilizador nem precisa de dizer o que gosta e as horas a que quer ver os programas", esclarece o engenheiro electrotécnico na área das comunicações. "O sistema vai fazendo um perfil do utilizador ao longo do tempo e consegue depois dizer 'Já guardei estes conteúdos para si'".

Para Sílvio Macedo, "a crescente personalização do televisor é inevitável". A projecção baseia-se nos meios tecnológicos desenvolvidos para o efeito, como é o caso da IPTV (internet protocol TV), mas também, segundo defende, na adequação aos hábitos das pessoas. "Cada vez se tem menos tempo e também maior mobilidade, além da exigência, em termos de conteúdos, de melhores conteúdos".

O serviço NPVR funciona em rede, não requer um aparelho extra, e poderá anexar-se ao modelo IPTV, sistema de distribuição de televisão por ADSL, através do fio do telefone fixo. "Pode ser um acrescento ". A IPTV, inaugurada em Portugal pela Soneacom pelo serviço que designou Clix SmarTV, há cerca de ano e meio, está também neste momento a ser desenvolvida - encontra-se em fase experimental - pela PT Comunicações.

O serviço que junta a internet à TV possibilita já um conjunto de operações que sustentam o trilho da personalização, como seja a escolha do pacote de canais (ver caixa). Se apenas quiser ver 30 dos 100 disponíveis, pode erradicá-los do seu televisor.

Os novos serviços em emergência parecem estar a ocupar a terra prometida que foi a televisão interactiva, uma aposta da TV Cabo que fica na história pela fraca adesão. Aquele modelo de televisão também oferecia um papel interventor ao utilizador, mas os problemas tecnológicos travaram um crescimento sustentado.

Outra das ofertas que o consumidor aguarda é a televisão digital terrestre (TDT), projecto que tem vindo a ser sucessivamente adiado em Portugal. Na semana passada, comunicou-se que o concurso será aberto no segundo semestre. Certo é que para se cumprir a directiva europeia deverá estar a funcionar antes de 2012. O sistema em causa, promovido pelo Estado, oferece um pacote de canais que pode chegar a cerca de uma dezena na fase inicial, colocando termo, de vez, à escassa oferta dos quatro canais em sinal aberto, além de alguma interactividade. Curiosamente, Sílvio Macedo é de opinião que o atraso português pode traduzir-se numa vantagem. "Poderemos aprender com o erro dos outros".

Por outro lado, a emigração para novas plataformas é já uma realidade. Corrigir as imperfeições destas transmissões é agora um dos desafios. Recentemente, a SIC emitiu o jogo Sporting Braga/Parma na íntegra no ecrã dos telemóveis.

Os investimentos sucessivos na televisão por cabo no nosso país provam haver mercado para a venda de canais variados. A TV Cabo, a pioneira, que conta com mais de 12 anos, começa agora a ter uma concorrência mais forte. A TV Tel, operadora do Norte, começou anteontem a operar na zona de Lisboa e promete para este ano disponibilizar canais via satélite para todo o país. A TV Cabo comercializa canais por cabo e satélite. E no seu serviço Funtastic Life, já disponibiliza vídeo-on-demand (conteúdos pagos à peça).Recentemente, a ARTelecom fornece TV, internet e telefone através de um cabo coaxial, usado para transmitir sinais de rádio.

Dina Margato e Ana Gaspar  in www.sapo.pt

publicado por paulozananar às 03:12
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