Quarta-feira, 15 de Outubro de 2008

Saúde - Aftas O que as provoca e como tratá-las

 

 

 

 

 

 

A afta é a afecção mais comum na mucosa orla do humano. É uma úlcera dolorosa, pequena, geralmente com um diâmetro inferior a 10mm, recorrente (manifesta-se repetidamente), redonda, de bordos claramente definidos e elevados rodeados por uma área circundante avermelhada. Cura-se em 10 a 14 dias e não deixa cicatriz.

A afta é a infecção mais comum na mucosa oral do humano. É uma úlcera dolorosa, pequena, geralmente com um diâmetro inferior a 10mm, recorrente (manifesta-se repetidamente), redonda, de bordos claramente definidos e elevados rodeados por uma área circundante avermelhada. Cura-se em 10 a 14 dias e não deixa cicatriz.

A localização mais frequente é sobre a mucosa labial, bochecha e pavimento da boca.

A existência de aftas múltiplas que surgem por surtos repetidos mais ou menos esporádicos identificam uma situação clínica denominada como “Estomatite Aftosa Recidivante”, que pode assumir duas formas distintas, a minor e a major.

Na forma minor, a mais frequente, a ulceração é frequentemente unitária, tem em regra menos 10mm e é a evolução mais benigna.

Na forma major as ulcerações são em regra múltiplas e maiores de 10mm, muito dolorosas, evolução arrastada e podem deixar cicatrizes.

Existem ainda Aftas Herpetiformes que simulam as lesões provocadas pelo vírus Herpes Simplex, mas não têm relação demonstrada com ele. São pequenas, muito dolorosas e desaparecem ao fim de duas semanas.

Pela sua frequência e pelo incómodo que causam nos portadores (morbilidade), tem sido intensamente pesquisadas as suas causas, não tenho, até ao momento, sido identificados com clareza relações causa/efeito com qualquer agente etiológico.

No entanto são actualmente indicados como causas possíveis:

• Alergias a componentes de dentífricos

• Alergias alimentares

• Traumatismos

• Disfunção das glândulas salivares

• Infecções microbianas e virais

• Doenças sistémicas com repercussão na mucosa oral (doença de behçet, doença de crohn, etc.)

• Neoplasias

• “Stress”

• Défice de vitaminas e seus percursores (ácido fólico, complexo b, etc.)

• Doenças imunológicas

Terapêutica:

Não há tratamento específico sendo a resposta individual muito variável. Devem utilizar-se desinfectantes (colutórios) para bochechar e aplicação de medicamentos corticóides no local, se necessário, com a finalidade de promover a cura e diminuir a duração. Podem utilizar-se anestésicos tópicos (no local) para tratar a dor, diminuir a morbilidade e aumentar a função. Deve promover-se uma correcta nutrição e a necessária ingestão de líquidos e, finalmente, controlar a doença de base, para prevenir a recidiva ou diminuir a sua frequência.

Conclusão:

Para a eficácia do tratamento é fundamental o diagnostico correcto, pelo que, em presença de uma ulceração na cavidade oral o paciente deve consultar o seu médico estomatologista.

Este, para além do diagnóstico, promoverá a eliminação de eventuais factores de trauma (dentes muitos gastos e com arestas cortantes, restos radiculares, próteses mal adaptadas provocando trauma constante) responsáveis por ulcerações que, não sendo aftas, são com elas confundidas pelos pacientes e promoverá a terapêutica indicada em cada situação.

 

in www.sapo.pt por Fernando Martins (Estomatologista Consultor da PT ACS)

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Segunda-feira, 11 de Fevereiro de 2008

Saúde - EUA: Alerta para os efeitos perigosos do Botox

http://www.camedtraining.com/botox.html

A Agência norte-americana para a Alimentação e os Medicamentos advertiu sexta-feira que o uso da toxina botulínica, comercializada nomeadamente com o nome de Botox, pode ter efeitos perigosos e mortais.

Todavia, a Agência não chegou a proibir a substância, utilizada por milhões de pessoas em todo o mundo nos tratamentos cosméticos para disfarçar as rugas.

«A agência anunciou hoje (sexta- feira) ter sido informada de um certo número de relatórios sobre reacções graves às toxinas botulínicas» declarou o médico Russell Katz, que dirige a divisão dos produtos neurológicos da FDA.

«Estas reacções ocorreram não longe da zona onde o produto foi injectado», disse Katz numa teleconferência.

Antes, num comunicado, a FDA dera conta de informações relativas a «reacções negativas sistémicas entre as quais problemas respiratórios e mortes na sequência da utilização de toxinas botulínicas».

«Os relatórios falam de reacções próximas do botulismo, que ocorrem quando a toxina botulínica se espalha pelo corpo para lá do local onde foi injectada», acrescenta o comunicado.

Os casos mais graves levaram à hospitalização e à morte«, precisou a FDA.

Ocorreram em pacientes, adultos e crianças, que foram injectados com a toxina botulínica visando fins terapêuticos, para combater sintomas que vão desde as contracções incontroláveis dos músculos do pescoço e ombros, ao estrabismo, batimentos incontrolados das pálpebras e a transpiração excessiva debaixo dos braços, assim como para disfarçar as rugas.

O médico Katz precisou que não há nenhum paciente do Botox para fins cosméticos entre as vítimas mortais mas, mesmo assim, pediu a maior vigilância.

Se alguém que tenha utilizado Botox para fins estéticos começar a desenvolver sintomas ligados à propagação da toxina, » os pacientes e os médicos devem levá-los a sério«, disse.

A advertência da Agência ocorre numa altura em que a associação de consumidores norte-americana Public Citizen, fundada pelo militante Ralph Nader, questionou recentemente a inocuidade do Botox.

Todavia, os responsáveis da Agência negaram que o seu comunicado tenha sido motivado pelos receios da associação.

Ao analisar os dados da Agência, a associação Public Citizen avançara que o uso do Botox está na origem de 87 hospitalizações nos Estados Unidos entre 01 de Novembro de 1997 e 31 Dezembro de 2006 e de 16 mortes.

Os responsáveis da FDA recusaram-se a fornecer números. Katz limitou-se a dizer que era apenas uma »meia dúzia de casos«.

A toxina botulínica, que pode ser comercializada nas marcas Botox ou Vistabel (laboratórios Allergan), Myobloc ou Neurobloc (laboratório Solstice Neurosciences) ou Dysport (laboratórios Ipsen), está na origem de um poderoso veneno, 40 milhões de vezes mais violento do que o cianeto.

A toxina botulínica é segregada pela bactéria que está na origem do botulismo, uma doença mortal que se contrai ingerindo conservas contaminadas.

por Diário Digital / Lusa  in www.diariodigital.pt

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Sexta-feira, 8 de Fevereiro de 2008

Saúde - Cientista português ganha bolsa europeia de 1.9 milhões de euros

Henrique Veiga Fernandes
Financiamento permitirá estudar um gene que pode desempenhar um papel importante nas leucemias e nas doenças auto-imunes
Aos 35 anos, Henrique Veiga Fernandes ganhou uma bolsa de 1,9 milhões de euros para liderar uma equipa científica. Foi-lhe atribuída pelo Conselho Europeu de Investigação (ERC), a nova entidade de financiamento da ciência na Europa.
Ganhou a lotaria? "É mais ou menos isso: no panorama científico português, é como ganhar a lotaria", respondia ontem ao PÚBLICO o investigador, no Instituto Nacional para a Investigação Médica da Grã--Bretanha, em Londres.
Não tardará a vir para Portugal: em Maio, iniciará no Instituto de Medicina Molecular, em Lisboa, o projecto de investigação que lhe valeu o financiamento europeu.
Nos próximos cinco anos, a equipa a criar por Henrique Veiga Fernandes irá estudar o papel de um gene (o RET) no desenvolvimento e na função dos linfócitos, células do sistema imunitário. O RET pode transformar-se num gene causador de cancro, devido a mutações ou a um funcionamento deficiente.
De facto, em certas leucemias, um tipo de cancro que atinge as células do sistema imunitário, este gene funciona de forma excessiva. Mas qual é o papel exacto desempenhado por ele no sistema imunitário e, em particular, nas leucemias? É fundamentalmente a essa interrogação que Henrique Veiga Fernandes pretende responder durante o projecto.
O mesmo gene poderá ainda ter um papel nas doenças auto-imunes, como a artrite reumatóide, nas quais o sistema imunitário ataca o organismo como se combatesse um agente infeccioso. "Eventualmente, poderá ter aí um papel. É uma incógnita."
Por fim, a compreensão deste gene poderá ter implicações na vacinação. Quando somos vacinados, formam-se mais linfócitos e o gene parece estar mais activo. Será que o aparecimento dos novos linfócitos, na sequência da vacinação, depende do gene?
Há 11 anos que Henrique Veiga Fernandes percorre laboratórios europeus, depois de uma licenciatura em Medicina Veterinária na Universidade Técnica de Lisboa. O doutoramento, em Biologia Molecular e Celular, foi na Universidade René Descartes, em Paris. Seguiu-se um pós-doutoramento no Instituto Necker de Paris, e outro no Instituto Nacional de Investigação Médica britânico, onde é cientista sénior desde 2006.
A primeira ronda de bolsas do ERC vai trazê-lo de volta. Entre os cerca de 200 cientistas agora premiados (concorreram mais de 9000), ele é o único português. "Este financiamento é absolutamente fantástico: vai permitir-nos competir com o que se faz na Europa."
por Teresa Firmino in www.publico.pt
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Segunda-feira, 12 de Novembro de 2007

Saúde - SNS comparticipa a 100% a colocação de banda gástrica

O Serviço Nacional de Saúde (SNS) vai passar a comparticipar na totalidade as cirurgias de colocação de banda gástrica, segundo anunciou esta segunda-feira o director-geral de Saúde, Francisco George, que falava numa sessão pública, com o tema «A Obesidade e a Saúde dos Portugueses».

De acordo com o Correio da Manhã de hoje, o Estado irá pagar mais de 4.507 euros por cada intervenção cirúrgica, mais do dobro do montante que comparticipava até agora. Os hospitais públicos vão ainda reforçar o número de cirurgias bariátricas realizadas.

Os doentes com Índice de Massa Corporal (IMC) igual ou superior a 50 têm prioridade na lista de espera para a colocação de banda gástrica, que é feita a pacientes com IMC superior a 40, considerado já obesidade mórbida. Serão ainda abrangidos os pacientes com IMC igual ou superior a 35, que tenham indicação médica.

Podem ainda ter acesso à cirurgia gratuita, os doentes que constem no Sistema de Gestão de Doentes Inscritos para Cirurgia (SIGIC).

A obesidade atinge mortalmente mais pessoas do que a fome ou as doenças infecto-contagiosas, de acordo com o último estudo realizado pela Escola Nacional de Saúde Pública, que adianta que são gastos anualmente cerca de 500 milhões de euros com o tratamento para a «epidemia do século XXI» e a morbilidade dela decorrente.

 

in www.diariodigital.sapo.pt 

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Saúde - Pneumonia matou seis mil portugueses em 2006, diz relatório

Ícone de aviso médicoA pneumonia matou no ano passado mais de seis mil portugueses, tendo o número de internamentos associados à doença subido 6 por cento, revelam dados do Observatório Nacional das Doenças Respiratórias citados hoje pelo Diário de Notícias.

 

Segundo o relatório de 2007 do Observatório Nacional das Doenças Respiratórias, que será apresentado no final do mês, em 2006 a pneumonia foi a causa de morte de seis mil portugueses, confirmando-se como a principal causa de morte entre as doenças respiratórias.

Apesar da mortalidade por pneumonia se manter estável, com cerca de 18 por cento dos doentes internados nos hospitais a falecer, o número de internamentos aumentou no ano passado 6 por cento em relação ao ano anterior, situando-se acima dos 34 mil.

O número de internamentos não tem em conta os doentes hospitalizados devido a outras patologias, mas que também tinham pneumonia.

«Ao todo o número de casos sobe aos 50 mil», disse ao Diário de Notícias (DN) o pneumologista e presidente da Associação Nacional da Tuberculose e Doenças Respiratórias, Teles Araújo, que justifica o aumento dos casos com o reforço da resistência aos antibióticos e com a idade dos doentes, na maioria com mais de 65 anos.

Segundo dados do relatório, em 91 por cento dos casos a morte por pneumonia ocorreu em doentes idosos.

O Norte e o Centro do país são as regiões com mais casos de internamento devido a doenças respiratórias, mas a mortalidade é maior no Centro e na Madeira.

Relativamente a outras doenças respiratórias, o relatório revela uma tendência de subida do cancro do pulmão, com 4.700 casos de internamento e 32 por cento de mortalidade, mesmo assim menos 1 por cento de óbitos.

Teles Araújo alertou para as falhas da prevenção antitabágica nas escolas, adiantando que os programas se ficam pelo 9º ano, esquecendo os jovens acima dos 15 anos.

Também em sentido crescente estão as doenças alérgicas, como a asma, que abrangem mais de um milhão de portugueses, mas apresentam «mortalidade reduzida» devido ao controlo da doença.

A diminuir está também a tuberculose, apesar de, segundo o relatório, continuar muito alta.

As doenças respiratórias são a terceira causa de morte em Portugal e as pneumonias são responsáveis por 5,3 por cento de todos os internamentos em 2005.

 

in www.diariodigital.sapo.pt

Diário Digital / Lusa

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Sexta-feira, 19 de Outubro de 2007

Saúde - Ser «dorminhoco» está nos genes, indica estudo

Variações nos genes que controlam o nosso relógio biológico podem esconder tratos rítmicos que influenciam, por exemplo, a hora a que preferimos acordar
 Os genes que controlam o nosso relógio biológico diário influenciam o processo reparador do sono e podem conduzir à necessidade de dormir durante o tempo em que deveríamos estar acordados, revela um estudo publicado no jornal BMC Neuroscience.

A equipa internacional de investigadores salienta que já era conhecido que os genes que controlam as 24 horas do nosso relógio biológico, ou ritmo circadiano, influenciam o nosso tempo de sono, mas não tinha sido provado que também são fundamentais para o processo reparador do sono, como aconteceu neste estudo, que identificou as mudanças no cérebro que levam ao aumento da vontade e da necessidade de dormir durante o tempo em que se está acordado.

O ritmo circadiano, ou ciclo circadiano, designa o período de aproximadamente um dia, ou 24 horas, sobre o qual se baseia todo o ciclo biológico do corpo humano, influenciado através da luz solar, regulador de todos os ritmos biológicos e alguns psicológicos, como a digestão, o estado de vigília, o crescimento e renovação das células, assim como a subida ou descida da temperatura.

«Ainda não sabemos concretamente por que é que beneficiamos com o sono, nem por que é que nos sentimos cansados quando temos falta de dormir, mas parece provável que o sono ajuda alguma função básica do cérebro, como a restauração de energia das células ou a consolidação da memória», explica Bruce O`Hara, da Universidade de Kentucky, EUA, um dos neurocientistas que conduziram as investigações.

«Descobrimos que a expressão dos genes que controlam no cérebro o nosso ritmo circadiano está altamente relacionada com a acumulação de sono em dívida, enquanto descobertas anteriores já tinham ligado esses genes ao metabolismo energético», afirmou, acrescentando que «juntas, estas descobertas apoiam a ideia de que uma função do sono está relacionada com o metabolismo energético» do corpo.

Para explorar a relação entre a expressão dos genes que regulam este relógio biológico e o sono foram usados três ratinhos de estirpes puras e com diferentes marcadores genéticos, que tinham previamente demonstrado diferir na forma como respondiam à privação de sono, num teste conduzido por Paul Franken, investigador nas universidades de Stanford, EUA, e de Lausanne, Suíça.

Neste estudo, as cobaias foram primeiro privadas de sono durante o dia, altura em que os ratos normalmente dormem, e depois foi-lhes permitido recuperar o tempo de sono.

Nas duas fases os investigadores examinaram na totalidade dos cérebros dos três animais as alterações provocadas na expressão dos genes do relógio biológico.

Observaram que a expressão dos genes do relógio biológico aumentava quando os ratinhos eram mantidos acordados e diminuía quando o sono lhes era permitido, provando que estes genes desempenham um papel importante na regulação da necessidade de dormir.

A expressão dos genes denominados Period-1 e Period-2, que já se sabia serem responsáveis pelos nossos ritmos circadianos, aumentou a um ritmo maior nos ratos com pior qualidade de sono, sugerindo que os detalhes dessa expressão podem esconder diferenças individuais na duração e na qualidade do sono dos animais.

As trocas efectuadas na expressão dos genes também mostraram ocorrer em muitas regiões cerebrais diferentes, apoiando a ideia de que o sono é uma função global do cérebro.

A grande vantagem já anteriormente atribuída ao ciclo circadiano é permitir aos animais e plantas prever e preparar-se para alterações periódicas no ambiente.

Os investigadores salientam que o aumento da expressão genética pode representar, a nível molecular, uma preparação do animal para a actividade.

Variações nos genes que controlam o nosso relógio biológico podem esconder tratos rítmicos que influenciam, por exemplo, a hora a que preferimos acordar, mas o papel directo destes genes na regulação do sono, como ficou demonstrado neste estudo, pode também influenciar a duração do sono, a vontade de dormir e o desempenho de um homem ao longo do dia, após ter dormido mais ou menos horas.

Este estudo lança também uma luz na biologia das perturbações dos estados de humor, como a doença bipolar ou o Distúrbio Afectivo Sazonal (Seasonal Affective Disorder-SAD, em inglês), que parecem estar ligadas tanto ao sono como aos ritmos circadianos.

Em 2004, os cientistas Joseph S. Takahashi, do Instituto Médico Howard Hughes da Universidade Northwestern, e David K. Welsh e Steve A. Kay, do Instituto de Investigação Scripps, ambos nos EUA, publicaram um estudo na revista Current Biology segundo o qual os genes que regulam o relógio que governa os ritmos circadianos do corpo também controlam ciclos similares nos órgãos do corpo, marcando o tempo nos respectivos relógios genéticos internos.

 

in www.diariodigital.pt , foto in www.cienciahoje.pt

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Quarta-feira, 10 de Outubro de 2007

Saúde - Investigação nacional premiada em três áreas

Multiplicação de células, cicatrização de fracturas ósseas e insuficiência cardíaca.

Os laboratórios Pfizer e a Sociedade de Ciências Médicas de Lisboa (SCML) revelam os nomes dos vencedores dos Prémios Pfizer de Investigação 2007, o mais antigo galardão atribuído nesta área em Portugal. Este ano, foram atribuídos dois prémios, no montante de 20 mil euros cada, ao melhor trabalho de investigação clínica e ao melhor trabalho de investigação básica. A bolsa Pfizer de investigação em envelhecimento e geriatria Prof. Xavier Morato destina-se ao melhor projecto de investigação neste âmbito e corresponde ao montante de 60 mil euros.

O Prémio de Investigação Básica foi atribuído a Ana Rodrigues Martins e Mónica Bettencourt Dias, do Instituto Gulbenkian de Ciência, pelo trabalho “A formação dos centrossomas: será preciso um molde?” Este estudo desvendou os segredos da formação do centrossoma, a estrutura que regula o esqueleto e a multiplicação das nossas células, e que está frequentemente alterada no cancro.

«Esta é uma questão muito importante, pois tanto a ausência como o excesso destas estruturas está associada a doenças variadas, desde a infertilidade ao cancro. Cada uma das nossas células tem apenas um centrossoma e pensava-se que este servia de modelo para a formação de novas estruturas destas, necessária aquando da formação de nova células. Este estudo mostra que os centrossomas podem-se formar sem um modelo, vindos do nada, desde que para tal haja um aumento de actividade de uma proteína, a SAK, contrariando paradigmas vigentes desde há mais de um século. As investigadoras observaram que um aumento da SAK levava à formação de inúmeros centrossomas. Esta descoberta tem duas consequências muito importantes para a bio-medicina, é que se o modelo não é necessário, basta a alteração da SAK, e talvez de outras moléculas por descobrir, para se gerarem muitos centrossomas, o que leva a uma desregulação da multiplicação da células, algo observado em cancro. Também sugere que estas moléculas possam ser utilizadas no diagnóstico, e até a mais longo prazo, como pontos de ataque no tratamento do cancro», explica o comunicado.

Ou seja, poderá vir a diagnosticar-se melhor o cancro, pois se houver aumento da proteína a pessoa poderá ter cancro, sendo eventualmente possível desenvolver técnicas que travem a multiplicação das células e por consequência a evolução do cancro.

O Prémio de Investigação Clínica foi atribuído a Isabel Dias, Carlos Viegas, Jorge Azevedo, Paulo Lourenço, Emília Costa, Adriano Rodrigues, António Ferreira, Rui Reis e António Cabrita, investigadores de várias entidades Instituto Gulbenkian de Ciência, Universidade de Trás-os-Montes e Alto-Douro, Universidade de Coimbra, Universidade Técnica de Lisboa, Universidade do Minho, Instituto de Biotecnologia e Bioengenharia, pelo trabalho “Avaliação dos marcadores bioquímicos de formação óssea e suas correlações com os minerais séricos durante o processo de cicatrização óssea em osteotomias e defeitos ósseos de dimensão crítica ao nível da tíbia na ovelha como modelo experimental de investigação em ortopedia”.

Na prática, este estudo poderá ajudar no tratamento e cicatrização de fracturas ósseas, uma vez que os investigadoes verificaram que existe uma sequência de “eventos” no sangue que são necessários para o osso sarar. Se se verificar que a sequência não está a decorrer como devia, podia passar-se a intervir de modo a que o organismo mantivesse a sequência necessária para que o osso fique bom. Contudo, refere o comunicado que deverão realizadar-se investigações posteriores para determinar se as alterações verificadas neste estudo constituem respostas orgânicas específicas ao nível do local da fractura óssea, em conformidade com as células presentes e os tecidos formados a este nível e ao longo das várias fases de evolução do processo de cicatrização óssea.

Por fim, a Bolsa de Investigação em Envelhecimento e Geriatria foi atraibuída a Adelino Leite-Moreira, Cristina Gavina, Inês Falcão Pires, Roberto Roncon-Albuquerque Jr., André Lourenço, Antónia Teles e Marta Oliveira, da Faculdade de Medicina da Universidade do Porto. Os investigadores vão estudar a “Avaliação da resposta ventricular esquerda à estenose aórtica na população idosa antes e após tratamento cirúrgico: correlações clínicas, morfofuncionais e moleculares”. Este estudo terá a duração de três anos.

por Sónia Santos Dias in www.saude.sapo.pt

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Terça-feira, 9 de Outubro de 2007

Saude - Alimentação saudável para prevenção das Doenças Cardiovasculares

foto artigo Uma alimentação saudável é um factor essencial para prevenir o aparecimento de doenças cardiovasculares.
Uma alimentação variada o mais possível e adequada às necessidades individuais, é um factor essencial para prevenir o aparecimento de doenças cardiovasculares. Estes “mandamentos” devem ser adaptados de acordo com o modo de vida e preferência de cada um, em pequenas mudanças graduais:

1 - Use e abuse de toda a espécie de vegetais, frescos ou congelados, crus ou cozinhados, em especial os muito corados (verde escuro, amarelo, alaranjado, vermelhos).

2- Os cereais e derivados (pão, arroz, massa, cereais para pequeno-almoço) não engordam. Prefira as variedades menos refinadas ou integrais. Já experimentou o pão do coração?

3- Coma mais frequentemente peixe e aves (de preferência sem pele). Evite produtos de charcutaria, tais como salsichas, enchidos de carne e outros ricos em sal e gordura. Adicione uma pequena porção de leguminosas (ervilhas, feijão, grão, etc....) aos seus cozinhados em substituição da carne.

4- Use leite magro ou meio gordo em substituição do leite gordo. Evite natas, gelados de nata e queijos gordos. Experimente substituir as natas por iogurte.

5- Reduza o consumo de gemas para 3 a 4 por semana. Tente substituir 1 gema de ovo por uma colher de sopa de maisena ou por 2 claras, nas receitas que contêm muitos ovos.

6-Use quantidades moderadas de azeite, óleos vegetais e margarina polinsaturada para cozinhar e barrar. Evite a manteiga, as margarinas duras e a banha. Quando fritar use sempre papel de cozinha para absorver parte da gordura dos alimentos fritos. Nos salteados use uma frigideira anti-aderente.

7- Restrinja o consumo de chocolates, bolos e biscoitos e prefira os feitos em casa com gorduras insaturadas e menos açúcar, para apreciar em dias de festa. Reduza gradualmente o açúcar dos cafezinhos ou substitua-o por adoçante.

8- Mantenha a taça de fruta sempre bem guarnecida em quantidade e variedade, mas sem exagero, 2 a 3 peças por dia é quanto basta.

9- Eleja a água como bebida número um. Se aprecia vinho, é adulto, não está grávida e não amamenta, acompanhe as refeições principais com um pequeno copo. Depois de um golo de água, aprecie o seu vinho.

10- 0 sal e também um factor a ter em conta. Evite pickles, fiambre, presunto, bacalhau e bacon. Diminua gradualmente a quantidade de sal que usa para cozinhar e não use o saleiro à mesa. Não resista às ervas aromáticas e a uma pitada de especiarias, só tem a ganhar em sabor, aroma e ... saúde.

Por último, não se deixe engordar e pratique actividade física regular. Se estes ”mandamentos” não forem suficientes, ou se a sua saúde exigir cuidados mais personalizados, peça ao seu médico assistente para lhe indicar um nutricionista ou dietista, profissionais de saúde competentes para o ajudarem a tornar a sua alimentação e a sua vida mais saudável.

 

por Dra. Alva Seixas Martins

Grupo de Intervenção Comunitária - Nutrição

A responsabilidade editorial e científica desta informação é do   Instituto Nacional de Cardiologia Preventiva

in www.saude.sapo.pt

 

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Saúde - Mulheres portuguesas também sofrem de calvície

 Primeiros sinais surgem entre os 25 e 30 anosO stress, consumo de determinados medicamentos, doenças crónicas, deficiente nutrição, hereditariedade e desequilíbrios hormonais são algumas das causas da calvície feminina, cujos primeiros sintomas surgem entre os 25 e 30 anos, refere um comunicado da clinica CM2C, que acrescenta ainda que as estimativas apontam para que cerca de 25 por cento das mulheres entre os 25 e 40 anos e metade das mulheres acima dos 50 anos apresentem algum grau de calvície.

«A calvície feminina está associada ao avançar da idade, embora os primeiros sinais já sejam evidentes entre os 25 e 30 anos. Apesar do grande impacto psicológico que a calvície tem nas mulheres, este problema ainda é pouco valorizado pelos portugueses de uma forma geral», diz o comunicado.

Inicialmente, observa-se um aumento da queda do cabelo, seguida de uma diminuição da grossura, começando pelo alargamento do risco do cabelo, a partir da linha da frente até à zona da coroa e consequentemente diminuindo o número de cabelos na área afectada.

Actualmente, as mulheres procuram também o transplante de cabelo para as sobrancelhas. Este procedimento destina-se a reconstruir as sobrancelhas finas, com falhas, cicatrizes ou completamente inexistentes.

«Dos 100 transplantes já realizados na CM2C, 20 por cento foram efectuados em mulheres. A procura dos nossos serviços por mulheres na casa dos 30/40 anos tem aumentado bastante», afirma Carlos Silva, director da clinica.

 

por Sónia Santos Dias in www.saude.sapo.pt   foto in www.dermatologia.net

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Segunda-feira, 30 de Julho de 2007

Saúde - Efeito laranja

foto artigo Será que tem feito tudo, mas mesmo tudo, para acabar com a celulite?

Gordas, magras, altas, baixas. Não há (praticamente) mulher que lhe escape. Nem você. A detestável celulite não se envergonha nada em distorcer a nossa auto-imagem. E nós, o que fazemos? Atacamos a pele casca de laranja furiosamente apenas uma vez por ano, quando o Verão chega, ou simplesmente – irritadas – resignamo-nos. Dito de outra forma, actuamos tarde e não usamos todas as estratégias que nos podem ajudar. Chega! Basta! Vamos ajudá-la a livrar-se do sabor amargo dessa laranja.

Alimentação

Alimentos ricos em açúcar, lípidos, álcool, cafeína ou bebidas gaseificadas devem ser consumidos esporadicamente. Extremamente energéticos, tendem a acumular-se no organismo e a agravar a celulite. Já o sal favorece a retenção de líquidos, um dos factores que mais contribui para o aspecto casca de laranja. Substitua-o por ervas aromáticas ou limão. Prefira uma dieta hipocalórica, assente no consumo de cereais integrais, frutas e legumes – alimentos diuréticos que beneficiam a produção de colagénio, uma substância essencial para que a pele mantenha um aspecto saudável. Para contrariar a retenção de líquidos e eliminar toxinas, beba um litro e meio de água por dia.

Exercício

Não é enterrada no sofá que vai conseguir vencer a celulite. Adopte uma atitude dinâmica, nos mais pequenos gestos diários, signifique isso subir escadas ou aproveitar a hora de almoço para passear. No trabalho, faça pausas e circule pelo escritório. Diariamente, faça caminhadas pelo menos de meia hora. No ginásio, para redefinir os glúteos e pernas, opte por aulas de step, gap e bicicleta estacionária. Se o seu problema é a barriga o melhor é escolher marcha, corrida ou bicicleta. As aulas de ABS são óptimas para recuperar firmeza.

Cosméticos

Devia usar um anticelulítico tal como usa o seu creme de rosto: 365 dias por ano. O segredo deste tipo de cosmético encontra-se em compostos como cafeína, glaucine, extractos de algas, silicio, arginina, ginko, extracto de chá verde, l-carnitina, xantoxilina, cálcio, glucosamina, extracto de casca de pinheiro, de péptídico de arroz, de flor de laranjeira, entre outros. Os anticelulíticos (sob a forma de gel, serum, creme, bandas e até de suplemento nutricional) ajudam o nosso organismo a reequilibrar a relação que existe entre a lipogénese (acumulação de gordura nas células adiposas) e a lipólise (o processo de degradação de gorduras), contribuindo para um melhor funcionamento dos tecidos. Deverá aplicar este produto duas vezes por dia, realizando massagens. Se o usar só uma vez, prefira fazê-lo à noite (depois do banho), altura em que a microcirculação está mais activa.

Tratamentos em instituto

A opção deve ser feita em função do seu grau de celulite, das contra-indicações dos tratamentos e do diagnóstico dos factores que estão na origem da pele casca de laranja. Se tem varizes, sofre de retenção de líquidos e o grau da sua celulite é inicial, uma opção é a drenagem linfática manual. Já a celulite fibrosa associada a má circulação pode ser controlada recorrendo à endermologia, uma massagem mecânica. Geralmente, os tratamentos devem ser realizados pelo menos duas vezes por semana e os resultados surgem ao fim de dois meses.

Texto: Nazaré Tocha   Foto: Artur   in www.sapo.pt

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Segunda-feira, 23 de Julho de 2007

Saúde - Saúde: Hospitais poderão ter avaliação por estrelas

Ministério da SaúdeOs serviços de saúde poderão vir a ser avaliados e classificados através de um sistema de estrelas semelhante ao que se usa para os hotéis, uma medida que a Entidade Reguladora de Saúde (ERS) quer aplicar já em 2008.

A criação de «ratings» dos hospitais e clínicas públicos e privados com estrelas como as dos hotéis é, de acordo com a edição do Diário Económico, uma das principais medidas que a ERS quer aplicar.

«Queremos avaliar todos os cuidados de saúde públicos, privados e sociais, sem qualquer distinção», disse Álvaro Almeida, presidente da ERS, anunciado que os primeiros «ratings» deverão sair já em 2008 e que o sistema de avaliação já está a ser implementado.

O presidente da entidade, que falava no Porto durante um seminário sobre as novas perspectivas para o sector da saúde, considerou ainda que o sistema de zero a cinco estrelas, que já existe no Reino Unido e Estados Unidos, «é uma forma simplificada que tem algumas vantagens».

Álvaro Almeida defendeu ainda que o Sistema de Avaliação da Qualidade dos Serviços de Saúde seja aplicado de forma faseada com a discussão pública dos métodos de avaliação, sendo para já certo que os indicadores escolhidos deverão ter em consideração a satisfação dos doentes.

Os resultados da avaliação deverão ser publicados no site da ERS, de acordo com o Plano de Actividades da reguladora, que segundo o DE, já foi aprovado pelo Ministro da Saúde.

Diário Digital / Lusa

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Quarta-feira, 11 de Julho de 2007

Saúde - Suíça: Vacina contra cancro do cérebro ainda este ano

A primeira vacina contra o cancro do cérebro será comercializada na Suíça no terceiro trimestre deste ano.

Segundo pode ler-se na edição do jornal Diário de Notícias, a DC Vax-Brain, fabricada pelo laboratório norte-americano Northwest Biotherapeutics, promete duplicar as hipóteses de vida dos pacientes portadores de cancros cerebrais e, ao contrário do tratamento com a quimioterapia, «não apresenta efeitos secundários debilitantes», garante o laboratório.

A nova vacina só deverá estar generalizada nos hospitais da Europa e Estados Unidos em 2009, após testes com 141 pacientes, em curso no outro lado do Atlântico.

Os testes estão em fase final de reconhecimento, mas o que está a suscitar a curiosidade nos meios médicos é que os engenheiros biomédicos da Northwest falam num «tratamento anticancerígeno personalizado».

O tratamento, revolucionário, é feito «à medida» do paciente e é aparentemente simples - a DC Vax, diminutivo pelo qual a nova vacina já começa a ser conhecida, visa desencadear um ataque do sistema imunitário do paciente contra o seu próprio tumor.

Os médicos retiram células do sistema imunitário - os guerreiros do corpo contra invasores indesejados - e em laboratório são expostas a biomarcadores ao mesmo tempo que as fortalecem. Ao «aprenderem» a reconhecer as marcas específicas do tumor, as células imunitárias são, numa segunda fase, reinjectadas no paciente, actuando então contra o «invasor», de uma forma mais aguerrida, como se tivessem «dopadas».

Segundo ensaios realizados pelos biomédicos americanos do laboratório, a DC Vax permite retardar a recorrência da doença de uma média de 6,9 meses para os 18,1 meses. A esperança média de vida, afirma a Biotherapeutics, passa dos 14,6 meses para os 33 meses.

in www.diáriodigital.sapo.pt  imagem www.ligacontracancro.pt/

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Sábado, 23 de Junho de 2007

Saúde - Fruta e legumes na alimentação: a nova Roda dos Alimentos

Fruta e legumes na alimentação: a nova Roda dos Alimentos

A Roda dos Alimentos mudou e também as recomendações da OMS sobre Alimentação Saudável.
Para tentarmos perceber estas alterações, fizemos uma série de perguntas à Drª. Alexandra Bento, Presidente da Associação Portuguesa de Nutricionistas. Eis o que nos respondeu.

Como é constituída a nova Roda dos Alimentos e quais são as principais alterações, relativamente ao tínhamos aprendido anteriormente?

A Roda dos Alimentos é uma imagem ou representação gráfica que ajuda a escolher e a combinar os alimentos que deverão fazer parte da alimentação diária.
É um símbolo em forma de círculo que se divide em segmentos de diferentes tamanhos que se designam por Grupos e que reúnem alimentos com propriedades nutricionais semelhantes.
A Roda dos Alimentos Portuguesa foi criada já em 1977 para a Campanha de Educação Alimentar “Saber comer é saber viver”. A evolução dos conhecimentos científicos e as diversas alterações na situação alimentar portuguesa conduziram à necessidade da sua reestruturação.
A nova Roda dos Alimentos agora apresentada mantém o seu formato original, pois este é já facilmente identificado e associa-se ao prato vulgarmente utilizado. Por outro lado, e ao contrário da pirâmide, o círculo não hierarquiza os alimentos mas atribui-lhes igual importância.
A subdivisão de alguns dos anteriores grupos e o estabelecimento de porções diárias equivalentes constituem as principais alterações implementadas neste novo guia.

A nova Roda dos Alimentos é composta por 7 grupos de alimentos de diferentes dimensões, os quais indicam a proporção de peso com que cada um deles deve estar presente na alimentação diária:

  • Cereais e derivados, tubérculos – 28%
  • Hortícolas – 23%
  • Fruta – 20%
  • Lacticínios – 18%
  • Carnes, pescado e ovos – 5%
  • Leguminosas – 4%
  • Gorduras e óleos – 2%

A água, não possuindo um grupo próprio, está também representada em todos eles, pois faz parte da constituição de quase todos os alimentos. Sendo a água imprescindível à vida, é fundamental que se beba em abundância diariamente. As necessidades de água podem variar entre 1,5 e 3 litros por dia.
Cada um dos grupos apresenta funções e características nutricionais específicas, pelo que todos eles devem estar presentes na alimentação diária, não devendo ser substituídos entre si.
Dentro de cada grupo estão reunidos alimentos nutricionalmente semelhantes, podendo e devendo ser regularmente substituídos uns pelos outros de modo a assegurar a necessária variedade.
De uma forma simples, a nova Roda dos Alimentos transmite as orientações para uma Alimentação Saudável, isto é, uma alimentação:

  • completa - comer alimentos de cada grupo e beber água diariamente;
  • equilibrada - comer maior quantidade de alimentos pertencentes aos grupos de maior dimensão e menor quantidade dos que se encontram nos grupos de menor dimensão, de forma a ingerir o número de porções recomendado; e
  • variada - comer alimentos diferentes dentro de cada grupo variando diariamente, semanalmente e nas diferentes épocas do ano.

in www.sapo.pt

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Quarta-feira, 23 de Maio de 2007

Saúde - Prepare a pele para o Verão

Quando o calor aperta a quem é que não apetece dar um saltinho até à praia? Nem que seja para beber um sumo ou comer um gelado na esplanada, junto ao mar...

E, o Verão é por excelência a época em que mais corpo se mostra e, por isso, há que começar a preparar-se para dar a conhecer aos outros uma pele perfeita!

Além do mais, é por estar calor e por a pele estar mais exposta ao meio ambiente que são necessários cuidados redobrados. Esses cuidados devem ser aplicados antes de começar o Verão e a Primavera é uma boa altura para cuidar da sua pele e prepará-la para a estação mais quente do ano. Mas, não implica que no Outono e no Inverno não trate da pele!

Eis alguns conselhos para preparar a pele para o Verão:

  • Já é quase um cliché dizer para beber água. Mas, de facto, é importante voltarmos a referir esse pormenor, já que muitas de nós não bebe pelo menos 2 litros de água por dia. Além de água, beba também sumos naturais!

     

  • Lave o rosto antes de se maquilhar e coloque um creme de dia.

     

  • Por forma a eliminar as impurezas acumuladas durante o dia, antes de se deitar, coloque na face um tónico e um leite de limpeza.

     

  • Não perde nada em fazer uma esfoliação. Pode fazê-la nos institutos de beleza ou em casa. Se optar pela segunda hipótese, faça uma mistura com sumo de limão e açúcar; passe-a pelo rosto e depois passe por água fria. Deve usar esta receita caseira apenas à noite.

     

  • Não é somente o sol que apanhamos na praia que é prejudicial para a pele, mas também os raios solares que apanhamos quando andamos na rua. Por isso, se está de férias e anda durante muito tempo na rua, convém usar protector solar.

     

  • Não vá a correr para se inscrever num ginásio umas semanas antes de começar o Verão! Deve, sim, fazer exercício físico durante todo o ano.

     

  • O cansaço e o stress diários contribuem para o envelhecimento precoce da pele, por isso tente levar uma vida mais calma: a sua pele agradece! Para as pessoas mais activas, uma massagem profissional é sempre bem-vinda.

in http://mulher.sapo.p

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Quinta-feira, 10 de Maio de 2007

Saúde - Os benefícios do exercício físico

Na sociedade actual, graças às descobertas científicas que tiveram lugar nos últimos 100 anos, as actividades do dia – a - dia tornaram-se cada vez mais fáceis.

Como exemplos, podemos citar a deslocação até ao local de trabalho ou a subida até ao 4º andar de um prédio, que passaram a ser feitas através de recursos mecânicos (automóvel e elevador, respectivamente).

Em termos económicos, podemos chamar a isto eficiência, pois o mesmo objectivo pode ser alcançado com menor dispêndio de recursos (como o tempo).

Aparentemente, a vida moderna parece muito melhor que a dos avós dos nossos avós. Tudo é mais fácil. Não temos que nos preocupar com tarefas pouco importantes e podemos dedicar-nos ao exercício da actividade intelectual.

Não obstante, os últimos 100 anos demonstraram que o sedentarismo é algo a que o ser humano não está habituado e, como qualquer organismo vivo, adapta-se a essa nova situação.

O grande problema reside nessa adaptação, que se manifesta das mais variadas formas: obesidade, hipertensão, colesterol e triglicéridos elevados, diabetes tipo II e doenças cardiovasculares, entre outras.

Para fazer face a estes problemas de saúde pública, que em alguns países (como os EUA), atingiram proporções epidémicas, vários cientistas investigam e associam-se, realizando congressos, onde publicam os seus trabalhos.

A grande conclusão a que todos chegaram é que a prática regular de actividade física, combinada com uma alimentação adequada (tema a abordar num futuro artigo) previne e reverte os problemas de saúde atrás referidos.

Para melhor compreensão, apresenta-se uma lista dos benefícios obtidos pela prática regular de actividade física:

1. Melhoria da função cardiovascular e respiratória

2. Redução dos factores de risco para doença da artérias coronárias

3. Diminuição de incidentes mortais provocados por doença cardiovascular

4. Diminuição da incidência de doença das artérias coronárias, cancro do cólon e diabetes tipo II

5. Diminuição da massa gorda e manutenção ou aumento da massa muscular

6. Aumento da massa óssea e/ou prevenção da sua perda (prevenção da osteoporose)

7. Aumento da força muscular

8. Aumento da resistência de tendões e ligamentos

9. Aumento do metabolismo em repouso

10. Melhoria da função imunitária

11. Atraso de certos processos do envelhecimento

12. Aumento da sensação de bem-estar e da auto-estima

13. Melhoria dos estados de depressão e ansiedade

Para obtenção dos benefícios descritos, o American College of Sports Medicine (associação, que apesar do nome, integra cientistas de todo o mundo) determina que se realize, no mínimo, 30 minutos de exercício diário (que pode ser uma simples caminhada) durante 4 ou mais dias por semana.

Em suma, se pretende ter uma vida saudável, seja mais activo: vá a pé para o local de trabalho, utilize as escadas em vez do elevador, passeie com o cão, ande de bicicleta, ou realize qualquer outra actividade física que seja do seu agrado (ficar no sofá a pressionar os botões do comando não conta).

Fonte: 3Fitness.com

in www.sapo.pt

Artigo elaborado por Pedro Bastos

Mestrando em Nutrição e Dietética na Universidade de León

Pós-Graduado em Exercício e Saúde e Especialista em Treino Personalizado pela ESDRM

Instrutor de Musculação e Cardiofitness diplomado pelo CEF e pelo CEFAD

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Saúde - Tipos de Dieta

Tipos de Dieta

 

Algumas das dietas mais conhecidas internacionalmente.
Os prós e os contras de cada regime.
 
 
Dieta Mediterrânica

A melhor dieta do mundo!

 

Porque é que hoje em dia as doenças cardio-vasculares são a primeira causa de morte em Portugal?

Pura e simplesmente, porque são muito poucas as pessoas que seguem a Dieta Mediterrânica que foi típica, durante centenas de anos no nosso país, e que se tem vindo a perder desde os anos 50/60.

Felizmente que nos dias de hoje, se começa a falar outra vez nos benefícios deste tipo de alimentação.

Durante a década de 60, as populações de Creta na Grécia, desfrutavam, talvez, da maior esperança de vida no planeta e a incidência de doença cardíaca era de 1/10 do apresentado pelos países desenvolvidos.

 

Porque é que estas populações tinham tais níveis de saúde?

Porque comiam essencialmente, cereais, leguminosas, frutos e vegetais; a carne e os lacticínios eram mais raros, já que estes alimentos eram muito caros e não se encontravam disponíveis de um modo generalizado. O azeite era a sua principal fonte de gordura. Fisicamente, eram pessoas muito activas. Era também usual o consumo de vinho tinto às refeições.

No Verão de 1996, a Oldways Preservation, uma organização ao estudo e promoção de hábitos alimentares saudáveis, conjuntamente com o Departamento Europeu da Organização Mundial de Saúde e com a Harvard School of Public Health - E.U.A., introduziram o conceito Pirâmide da Dieta Tradicional Mediterrânica.

Esta é baseada na alimentação da população de Creta, nos anos 60, reunindo algumas variantes da dieta tradicional Espanhola, Portuguesa, Grega, Marroquina, Tunisína, Turca, Síria, do sul de França e do sul de Itália. Este conceito revelou-se fundamental, porque os nutricionistas concordam, que para levar uma população a mudar os seus hábitos alimentares, é necessário apresentar-lhes um determinado modelo a seguir.

A base da pirâmide mostra-nos quais os alimentos que devemos consumir em maior quantidade - cereais, massas e arroz integrais, pão (feito com farinhas pouco refinadas), legumes, frutos, vegetais frescos, frutos secos. No topo encontram-se os alimentos que devemos comer com muita moderação, carne e doces.

O interesse da Dieta Mediterrânica começou na década de 60, quando o Dr. Ancel Keys, médico, professor e director da Universidade de Saúde Pública de Minesota - E.U.A., revelou um trabalho chamado: "Estudo das Sete Nações", o qual incluia o Japão, Itália, Holanda, Finlândia, E.U.A., Grécia e a ex-Jugoslávia. O prof. Keys estudou a incidência da doença cardíaca coronária, em 16 grupos da população dos países citados.

Surpreendentemente, ele descobriu que as pessoas que viviam na área mediterrânica, apresentavam uma taxa muito baixa de doença cardiaca, comparativamente com as populações dos restantes países. Em primeiro lugar, os países ricos do norte, ingeriam 50% mais calorias por pessoa, do que os da bacia mediterrânica. Já nessa altura, este excesso de calorias era devido ao consumo em abundância de carnes gordas fumadas, salsichas, bacon, manteiga, chocolates, natas, contribuindo decisivamente para a obesidade desses povos.

Apesar das dietas tradicionais variarem consideravelmente nos países mediterrânicos, apresentavam as seguintes características comuns:

1. Abundância em alimentos de proveniência vegetal, tais como, batatas, cereais (trigo), legumes, hortaliças, frutos secos e frescos. A farinha de trigo, desde as civilizações antigas, que tem constituído a base da alimentação dos povos mediterrânicos, serve para fazer as massas e o pão. Podemos ver, ainda hoje, que as populações do sul do nosso país, para além de comerem o pão como acompanhamento, utilizam-no em muitos pratos da culinária regional (açordas, migas, sopas, ensopados...).

2. De um modo geral, comiam-se alimentos frescos, da época e da região, sem qualquer processamento químico. Os produtos hortofrutícolas eram muito significativos na Dieta Mediterrânica. Os legumes, as hortaliças, as ervas aromáticas, as frutas frescas (uvas, figos, laranjas, damascos, pêssegos, tâmaras, melacias, melão, etc., todos eles muito ricos em vitaminas, minerais e enzimas antioxidantes) e os frutos secos (pinhão, alfarroba, amêndoa e avelã, ricos em ácidos gordos polinsaturados) eram consumidos com regularidade.

3. O consumo de margarina e manteiga era quase nula, sendo o azeite a principal gordura. A banha de porco era consumida nume percentagem muito pequena.

4. O consumo de queijo, leite, iogurtes era muito baixo.

5. Consumo moderado de peixe, aves de capoeira e ovos. Raramente se consumia mais de dois ovos por semana. Mesmo assim, eram os peixes a principal fonte de proteínas, na alimentação dos povos da orla mediterrânica, nomeadamente, a sardinha e a cavala, e mais tarde, o bacalhau seco.

6. A principal sobremesa era a fruta fresca. Açucares refinados e mel, só muito raramente.

7. O consumo de carne vermelha era muito limitado, sendo esta consumida essencialmente por alturas festivas.

8. Consumo moderado de vinho. Já sabemos que a pele da uva contém substâncias anticancerígenas e a grainha da uva é muito rica em antocianinas (compostos químicos com propriedades antioxidantes superiores às vitaminas). Também se sabe que as populações que bebem vinho com regularidade em quantidades moderadas, apresentam um menor risco de contrairem doenças cardíacas, em relação àqueles que não o consomem.

9. Não podemos nem devemos esquecer o consumo de água (75% do nosso corpo é constituido por água) que nos tempos idos era pura e hoje em dia está carregada de metais pesados, radiactividade e de outras substâncias tóxicas que podem passar das embalagens de plástico para a água.

10. Actividade física regular, a qual promovia um controlo de peso saudável, bem como um bem-estar contínuo. Esta actividade física prendia-se com o trabalho do campo, que era um trabalho muito duro e exigente.>

Talvez o alimento que mais sobressai da Dieta Mediterrânica seja o azeite. Este é uma gordura monoinsaturada, que eleva os níveis de lipoproteínas HDL (bom colesterol). Estas servem para evitar o depósito de colesterol LDL (mau colesterol) dentro das artérias, o qual quando sofre oxidação vai originar as temidas doenças do coração - tromboses, enfartes, etc..

O azeite contém vitamina E, a qual tem um grande poder antioxidante. Este fabuloso alimento apresenta ainda propriedades estimulantes da vesícula biliar e fígado (estimula a contração desta e a secreção da bílis) devido à sua acção suave sobre estes órgãos, favorecendo a digestão. Apresenta também um efeito laxante suave, entre muitos outros benefícios para a saúde.

Este artigo aconselha as pessoas a não comerem carne, açucares, gorduras? Claro que não. O que se pretende evidenciar é o papel saudável da dieta que era seguida pelos nossos pais e avós e que se esqueça do "fast-food" e afins.

Mas, décadas atrás, nem tudo era moderação. O sal, por exemplo, era consumido em excesso. Actualmente, é desejável que o sal seja substituído pela grande variedade de ervas aromáticas que temos ao nosso dispor. Para além de concederem um sabor único, aos pratos, algumas têm inclusivé propriedades medicinais.

Agora, que a comida refinada e enlatada prolifera por todo o lado, devemos lembrar que inumeras instituições, médicos, nutricionistas e naturopatas, estão a aconselhar vivamente a Dieta Mediterrânica.

É claro que se pode continuar a comer de tudo, contudo, açúcares refinados, gorduras saturadas (manteiga, banha ou fritos feitos com estas, carnes gordas, etc.), gorduras insaturadas, hidrogenadas, isto é, gorduras vegetais em forma sólida, como as margarinas, sal entre outras "maravilhas", podem ser consumidas muito moderadamente, se pretendermos manter a nossa saúde e prolongar a esperança de vida por muitos e bons anos!

 

Texto: Custódio César (Nutricionista)

 

 

Dieta Beverly Hills

Um regime excêntrico!

 

Recomenda a ingestão de fruta e nunca a mistura de proteínas com hidratos de carbono, para que os alimentos sejam bem digeridos e os seus nutrientes não sejam armazenados como gordura.

O regime tem a duração de 35 dias, calendarizados com diferentes géneros alimentares em cada refeição. O número de calorias não é contabilizado, mas o plano é muito meticuloso e deverá ser seguido à risca.

Em termos gerais, nos primeiros dez dias apenas são permitidos frutos; no 11º dia junta-se manteiga e hidratos de carbono; no 19º adiciona-se as proteínas. Alimentos com gordura são permitidos.

O consumo de cafeína é proibido mas o de champanhe ilimitado!

 

Contras

Os poucos alimentos permitidos tornam esta dieta muito limitada. Além disso, não tem qualquer tipo de base científica. Os níveis de ingestão de proteínas são assustadoramente reduzidos e as quantidades de vitaminas e minerais essenciais deixam muito a desejar.

 

 

Dieta Scarsdale

Uma dieta hiperprotídica moderada

Fonte: e-netur@l
 

A dieta Scarsdale é mais uma dieta hiperprotídica moderada, que assenta num principio de cuidadosa repartição das proteínas, hidratos de carbono e gorduras (lípidos) ao longo das refeições.

Recomenda que o regime diário seja constituído por 43% de prótidos ; 34,5% de hidratos de carbono e 22,5% de lípidos, esquema que muitos nutricionistas acham desaconselhável.

É muito restritiva nas suas combinações, de foram a dar um ar cientifico ao regime prescrito.

A favor:

A ingestão de proteínas magras e saladas garante alguma sensação de saciedade e uma perda de peso rápida nas primeiras semanas ("Perca 8 quilos em 14 dias" é um dos slogans adoptados).

 

Contra:

Esta dieta não deve ser seguida por períodos de tempo superiores a dois meses sem aconselhamento médico.

  • Pode provocar obstipação e desidratação conduzindo a sintomas de cansaço.
  • O peso perdido é facilmente recuperável assim que se retome uma alimentação normal.
 
Dieta da Clínica Mayo
Uma escolha rígida
 

Apesar do nome, esta dieta nada tem a ver com a famosa Mayo Clinic, que não subscreve este regime. Trata-se de uma dieta hiperprotídica moderada, com uma selecção de alimentos algo rígida, não fazendo uma verdadeira educação ou controlando as quantidades dos alimentos ingeridos.

Abusa das gorduras e das proteínas (dissociadas dos hidratos de carbono), de forma a saciar o apetite, o que é incorrecto. Abusa no consumo de ovos (permite até 6 por dia), eliminando os lacticínios alimentos ricos em hidratos de carbono.

Algumas variantes sugerem também o consumo de 1 toranja por refeição de forma a 'queimar' as gorduras ingeridas. A duração desta dieta pode estender-se até dois meses e meio.

A favor:
  • Nas primeiras semanas mantém-se uma sensação de saciedade.
  • Podem-se comer fritos, ovos e carne imoderadamente.
  • Perda de peso significativa nas primeiras semanas.

Contra:

  • Esta dieta é desequilibrada, monótona e perigosa.
  • A perda de peso inicial é enganadora, e facilmente recuperável.
  • A monotonia e o facto de ser muito restritiva leva rapidamente à desistência.
  • Quem segue esta dieta após o período de mais de duas semanas pode começar a ter sintomas de nervosismo, perda de memória e fadiga.

 

Dieta Dissociada

O segredo está em...comer de tudo!

 

 

O segredo da dieta dissociada está em comer tudo, mas evitando combinar na mesma refeição proteínas, hidratos de carbono (açúcares) e lípidos (gorduras).

Nesta ordem de ideias, pode-se comer um bife de 200g ao almoço, acompanhado de fiambre, bacon, por exemplo, desde que nessa mesma refeição não se ingiram alimentos do grupo dos hidratos de carbono como as massas, o arroz, as batatas ou o pão.

Este regime promete uma redução de peso na ordem de 1 quilo semanal, com a condição de não se ingerirem alimentos onde há açucares com alimentos onde há gorduras, num intervalo de 5 a 7 horas.

A favor:

  • Pode ser uma forma equilibrada de perder peso se for equilibrada (as proteínas, os açúcares, as gorduras, as vitaminas e os sais minerais não estão excluídos nos alimentos consumidos, é apenas o seu consumo que é 'dissociado').

Contra:

  • Com o tempo esta dieta torna-se monótona e sensaborona (pode-se comer carne, mas nunca com batatas, queijo também, mas sem pão ...
  • Não é adequada a regimes de longa duração, pois a sua monotonia e natureza restritiva leva à desistência.

 

Dieta Atkins

Fora com os hidratos de carbono!

 

 

A Dieta Atkins assenta na eliminação dos hidratos de carbono das refeições. Os açucares são retirados, assim como os cereais, o arroz, as batatas, as massas e as leguminosas secas (favas, ervilhas, lentilhas). Os legumes verdes e as frutas (que contêm açucares) são também suprimidos.
Em sua substituição é proposto um regime hiperprotídico, rico em gorduras e alimentos de origem animal, com a carne e os ovos, e mesmo o bacon ou a pasta de fígado. O álcool é igualmente permitido, fazendo crer que quem siga esta dieta se poderá refastelar num delicioso regime de os ovos com presunto e bifes enormes, bem regados com álcool.
A justificação científica para este regime (pois até certo ponto ele funciona) está no facto de a restrição ao consumo de açucares reduziria os níveis de insulina, mecanismo responsável pela metabolização dos açucares e sua conversão em gorduras.
A favor:
  • Não limita a ingestão de carne, ovos e gorduras.
  • Permite perder algum peso.

Contra:

  • É uma dieta desequilibrada.
  • Causa obstipação (porque os alimentos ricos em fibras são eliminados do regime.
  • A metabolização das proteínas liberta toxinas, causando uma sobrecarga sobre os rins.
  • O excesso de gorduras, sobretudo para quem sofra de hipertensão ou de doença coronária é perigoso. O consumo excessivo carnes e gorduras aumenta o colesterol e altera os níveis de sódio / potássio.
  • Segundo alguns especialistas, esta dieta é incompatível com a pílula contraceptiva.
 in www.sapo.pt
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Quarta-feira, 4 de Abril de 2007

Saúde - "Beauty Comes Of Age"

undefinedNuma sociedade que associa a Beleza à Juventude através de conceitos anti-idade e ideais estereotipados, um estudo internacional* quis compreender qual a influência que estes factores exercem nas mulheres do mundo actual e de que modo afectam a sua auto-estima, a sua auto-imagem e a forma como a sociedade as percepciona.

Em todo o mundo, mulheres acima dos 50 anos foram inquiridas sobre o envelhecimento e as mudanças que dele advêm a nível de beleza, importância social, realização pessoal, sexualidade, aparência e nas expectativas que a sociedade impõe.
 
 
“O envelhecimento torna-nos invisíveis…”

A não utilização de mulheres acima dos 50 anos nas revistas, em secções dedicadas a moda e beleza faz com que estas se sintam “invisíveis”. Com maior incidência junto das Italianas, Alemãs, Canadianas e Americanas (%), este sentimento é expresso por cerca de 60% do total das inquiridas.
Estas afirmam, que este tipo de meios funcionam como um reflexo da população e ao folheá-los, se poderia pensar que não existem mulheres acima desta faixa etária, salvo algumas celebridades que desafiam estas concepções.
Ainda que algumas personalidades se destaquem, de uma forma geral, as mulheres com mais de 50 anos não estão habituadas a se ver representadas nos media, na política e na cultura dos seus países.

 

“Idade Ideal de Beleza”

De acordo com a perspectiva da sociedade e da cultura de cada país, as mulheres são mais atraentes e desejáveis quando atingem a faixa etária dos 30 anos. Esta convicção tem algumas variações, nos EUA e no Reino Unido a idade ideal é mais baixa – 29 e 30, enquanto que em Itália, França e Japão este auge é reconhecido mais tarde – 34, 35 e 36 respectivamente.
Esta variação regional pode ser determinada por ícones locais que mantenham a sensualidade após a “meia-idade”, como é o caso da italiana Sophia Loren ou de Ségolène Royal, a actual candidata a primeiro-ministro em França.
Ainda assim, 10% das mulheres sentem-se mais atraentes na sua idade actual, enquanto que 4% das inquiridas acredita que este ideal chega aos 50 anos.
O estudo revelou ainda, que a maioria das inquiridas consideram que a sociedade é menos permissiva para com as mulheres com mais de 50 anos do que com as mais jovens, especialmente em questões ligadas à exposição do corpo. Sendo que, as Americanas e as Canadianas são as mais conservadoras em oposição às culturas latinas. 
 

 
Preconceitos e Estereótipos

A sociedade nutre uma visão distorcida das mulheres acima dos 50 anos, fomentando (pre)conceitos relativos a uma falta de produtividade e ineficiência, a um menor cuidado com a aparência, a uma passividade na vida social e sobretudo à exclusão do que é considerado Belo por ultrapassar a “idade ideal” de Beleza.

Estes estereótipos são mais flagrantes quando se compara o sexo feminino e o masculino.
Os homens acima dos 50 anos são considerados distintos, elegantes e charmosos, enquanto as mulheres, são vistas como tendo ultrapassado o seu auge.

Esta visão que a sociedade tem sobre as mulheres acima dos 50 anos influi no próprio processo de envelhecimento, pois a maioria das mulheres inquiridas acredita nestes estereótipos – uma tendência que se revelou mais evidente nas mulheres alemãs.

 

“O Paradoxo do Envelhecimento”

As mulheres entre os 50 e 64 anos debatem-se diariamente com as suas próprias percepções sobre envelhecimento, mantendo uma relação ambivalente com a idade. Apesar de 86% das mulheres terem orgulho em a expressar, 91% afirma que gosta de ser considerada mais jovem.
As inquiridas assumem a sua idade, mas preocupam-se com os aspectos físicos e psicológicos inerentes ao envelhecimento, sendo que, 79% nunca mentiu ou evitou revelar quantos anos tem, enquanto 69% reconhece que a sociedade prefere esconder a celebrar a idade.
Mais de metade destas mulheres admite que a ideia de envelhecer não as inquieta – principalmente Italianas e Mexicanas – contudo, ao mencionar certos aspectos específicos do envelhecimento, a grande maioria revela grandes preocupações, como a morte de entes queridos e a diminuição de capacidades físicas e psíquicas. A grande maioria assume que se preocupa com as alterações físicas, nomeadamente na pele, no cabelo e no corpo como o aumento de peso, os cabelos brancos e a flacidez da pele, sendo as brasileiras as que mais afirmam recorrer a cirurgias plásticas.
Condicionadas pelo olhar crítico da sociedade, 80% destas mulheres admitem alterar alguns hábitos (como ir à praia, usar roupas mais reveladoras ou serem fotografadas) por se sentirem desconfortáveis com as mudanças que advêm da passagem do tempo.

 

“Não reflicto os estereótipos da minha idade”

As mulheres de 50 anos da actualidade pertencem a uma nova geração, mantêm um espírito muito jovem, descrevem-se como amadas, felizes, activas, valorizadas e 87% acredita ser demasiado nova para ser velha.
A maioria defende ser uma mulher diferente da sua mãe nesta idade: são financeiramente independentes, cuidam da sua saúde e do seu visual, ocupam cada vez mais e durante mais tempo, lugares de destaque no mercado de trabalho, têm consciência da sua cidadania, mantêm o ritmo da sua vida social (saídas com as amigas, viagens) e são sexualmente activas – 40% das inquiridas admite usufruir mais da sua vida sexual do que quando era jovem.
As inquiridas defendem que é importante cuidarem de si para poderem envelhecer de modo saudável, mantendo a sua qualidade de vida, no entanto, nem todas consideram necessário visitar regularmente o médico.
Relativamente à aparência, estas mulheres sustentam que é mais importante cuidar e manter a sua imagem que disfarçar ou alterá-la.

 

“Mudanças desejadas na sociedade, nos media e na indústria de cosmética”

Sensivelmente todas as inquiridas consideram que está na altura de se alterar a visão que a sociedade apresenta sobre as mulheres e o envelhecimento. 91% afirma que os media e a publicidade deviam utilizar imagens mais representativas das mulheres de 50 anos e 75% declara que a publicidade anti-envelhecimento as retrata de forma irrealista.
Acima de tudo, estas mulheres afirmam que gostavam de ver a sua essência e o seu valor representados de forma real na sociedade e na cultura em geral.

 

in www.sapo.pt   * Estudo internacional » A Dove desenvolveu o Dove Global Study 2006 “Beauty Comes Of Age”, em parceria com o Grupo StrategyOne, uma firma de Consultadoria e pesquisa aplicada, em colaboração com o Dr. Robert N. Butler (Centro Internacional de Longevidade) e com aconselhamento da Dr.ª Nancy Etcoff (Universidade de Harvard), e da Dr. Susie Orbach (Departamento de Sociologia da London School of Economics).

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Sexta-feira, 16 de Março de 2007

Saúde - Unidades de Saúde Familiar: Mais de 60 mil utentes já ganharam médico defamília

Apresentação da SRS Leiria   Unidades de Saúde / Centros de Saúde  Serviço de Atendimento Permanente   Gabinete do Utente  Informações Gerais  Unidades Hospitalares

Mais de 60 mil utentes ganharam médico de família desde que, no último ano, entraram em funcionamento 52 Unidades de Saúde Familiar (USF) e serão mais de 90 mil quando estiverem em funcionamento as 75 USF já aprovadas.

Dados do Ministério da Saúde, que serão divulgados, indicam que estão em funcionamento 52 USF, unidades elementares de prestação de cuidados de saúde a uma população identificada através da inscrição em listas de utentes.

Estas USF permitiram que 62.564 utentes ganhassem médico de família.

A tutela adianta que deram entrada 147 candidaturas a USF e que 75 foram já aprovadas.

Quando estiverem em funcionamento as 75 USF aprovadas, serão 91.998 os utentes que não tinham e passaram a ter médico de família.

De acordo com o Ministério da Saúde, em 2005 existiam 750 mil portugueses sem médico de família, número que actualmente está abaixo dos 700 mil.

O estatuto das USF foi recentemente aprovado em Conselho de Ministros e deverá entrar em breve em discussão.

De acordo com o despacho que criou o modelo, estas unidades devem estar assentes em equipas multiprofissionais - constituídas por especialistas em medicina geral e familiar, enfermeiros, administrativos e outros profissionais de saúde - e têm como objectivo "uma prestação de cuidados de saúde mais próxima dos cidadãos" e "a reconfiguração dos novos centros de saúde, como entidades enquadradoras dessas mesmas unidades".

SMM     Lusa/Fim   in www.sapo.pt   símbolos em www.srsleiria.min-saude.pt/us.html

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Saúde - O cabelo e a caspa

O que é a caspa?

Identificada por pequenas partículas brancas, visíveis através do cabelo ou caídas sobre a roupa, a caspa resulta de uma aceleração anormal do processo de renovação das células do couro cabeludo, motivada por um fungo, Malassezia, produzido no organismo humano e que existe naturalmente na pele de todos nós.

As células que, num processo normal, têm 28 dias de maturação, desenvolvem-se até à camada exterior num curto período que pode ir até 7 dias. Por não completarem o seu processo normal de maturação, e sem tempo suficiente para secar, as células agrupam-se e desprendem-se em finas películas visíveis – a Caspa.

A caspa é um problema muito habitual, que afecta igualmente homens e mulheres e surge com a puberdade, entre os 16-17 anos. É muito raro ver casos de caspa em crianças, assim como em pessoas com idade superior a 65 anos. De acordo com estudos levados a cabo por Head & Shoulders, cerca de 75% da população portuguesa adulta afirma já ter sofrido de caspa em alguma fase da sua vida.

A caspa não é uma doença nem é contagiosa, é apenas um problema cosmético que influi negativamente no aspecto estético de uma pessoa, mas que pode ser facilmente solucionado com um champô anti-caspa adequado.

É importante certificarmo-nos de que se trata efectivamente de caspa e não de qualquer outro problema dermatológico relacionado com o couro cabeludo. Se o couro cabeludo se apresentar vermelho, inflamado, com humidade ou feridas, trata-se certamente de um problema mais grave e deverá ser consultado o dermatologista.

Quais são as causas da caspa?

A presença de um levado número de colónias de Malassezia, em conjunto com um excesso de secreção sebácea, constituem a condição primordial para o aparecimento da caspa. Entre os factores que desencadeiam o processo contam-se a pré-disposição genética, stress, factores hormonais, dietéticos ou do meio ambiente.

Embora não exista uma explicação científica, a experiência parece demonstrar que a caspa e algumas outras afecções do couro cabeludo, como a dermatose seborreica, dão-se com maior frequência em determinadas estações do ano, especialmente as secas, não existindo no entanto qualquer relação com o país no qual se vive.

Mitos sobre a caspa

“a caspa é contagiosa”
É falso. A caspa não se contagia através da utilização de pentes ou escovas.

“as pessoas com caspa têm mais tendência para a calvície”
É falso. Não existe qualquer relação entre a caspa e a calvície.

“o champô anti-caspa danifica o cabelo, tornando-o seco e sem brilho”
É falso. Hoje em dia existem champôs anti-caspa com fórmulas idênticas às de um champô cosmético. Apenas diferem porque contêm na sua fórmula um ingrediente específico para o tratamento da caspa, que não danifica nem seca o cabelo.

“o champô anti-caspa não deve ser utilizado todos os dias”
É falso. Actualmente existem fórmulas suficientemente suaves que podem ser utilizadas tão frequentemente quanto desejado, como acontece com outros champôs cosméticos.

“se utilizarmos um champô anti-caspa, não se pode utilizar condicionador”
É falso. Um champô anti-caspa, como qualquer outro, pode e deve ser usado em conjunto com um condicionador. Depois pode utilizar-se espuma, gel ou laca.

“o champô anti-caspa pode interferir numa permanente”
É falso. O champô anti-caspa não difere de qualquer outro na sua utilização. Depois de fazer uma permanente, o cabeleireiro pode aconselhar a não lavar o cabelo nos dois ou três dias seguintes, mas este conselho prende-se com o facto de que a frisagem pode perder a força. Depois pode voltar-se à rotina habitual com o champô escolhido.

“a cor de uma tinta vegetal pode deteriorar-se com um champô anti-caspa”
É falso. As tintas vegetais são semi-permanentes e elaboradas de forma a desaparecer pouco a pouco, eliminando-se de igual forma com a utilização de um champô anti-caspa ou qualquer outro.

“os produtos de fixação produzem caspa”
É falso. As pequenas partículas que se depositam no couro cabeludo pelo uso frequente ou excessivo de produtos de fixação podem ser confundidas com caspa, mas não o são. Eliminam-se ao escovar ou lavar o cabelo e nada têm a ver com a descamação provocada pela aceleração do processo da renovação celular.

A caspa e as emoções

Nos últimos anos, algumas marcas têm vindo a desenvolver estudos junto de pessoas com caspa, de forma a poder chegar a conclusões válidas sobre a relação existente entre a caspa e as emoções.

Para poder entender esta relação, devemos ter presente a enorme importância que as pessoas concedem ao seu cabelo: o cabelo molda o rosto, reveste a nossa componente mais nobre, a cabeça. Mostra também o mundo interior de cada pessoa e é o espelho da nossa personalidade, ao qual podemos dar diferentes formas e alterar de acordo com os nossos sentimentos.

Porque o cabelo diz muito sobre nós próprios, torna-se sempre agradável receber elogios sobre o seu brilho, cor ou mesmo sobre o penteado que usamos. Do mesmo modo, um carinho ou uma festa no cabelo comunicam ternura, ou até sensualidade.
No entanto, a pessoa que sofre de caspa não desfruta destes momentos - pelo contrário, evita o contacto com os outros, com receio de mostrar de perto o seu cabelo ou até de transmitir a ideia de uma higiene descuidada. Mesmo inadvertidamente, a pessoa que tem caspa reduz o poder de mostrar emoções através do cabelo. Em casos extremos verificam-se até limitações importantes dos comportamentos e atitudes no contacto social.

Existe uma percepção totalmente diferente entre a “nossa caspa” e a “caspa dos outros”. Quando observamos o problema dos outros tendemos a considerar que este se poderá dever a falta de higiene. Por outro lado, a pessoa que sofre de caspa, considera que o seu problema se deve a causas externas, que estão fora do seu alcance. Esta situação origina uma certa insegurança e alterações de comportamento, dirigidos principalmente para a ocultação do problema a todo o custo.

A caspa é geralmente encarada com desconfiança e preocupação – com desconfiança porque assume um papel importante na imagem que temos dos outros e, consequentemente, na imagem que pensamos que os outros poderão ter de nós; com preocupação, porque é imprevisível, é traiçoeira, não avisa e pode aparecer nas situações mais delicadas.

A crítica social que se abate sobre um "cabelo com caspa", leva a que as pessoas alterem os seus hábitos de higiene, lavando o cabelo com mais frequência ou esfregando com mais insistência o couro cabeludo. Outras têm comportamentos do tipo obsessivo, demonstrando a sua preocupação com a caspa pelo acto reflexo permanente de coçar a cabeça, ou através de comprovações constantes diante do espelho. Algumas pessoas, porém, escondem o problema, tentando camuflar a presença visível da caspa, usando roupas mais claras onde não se vejam os seus vestígios, ou limpando constantemente os ombros. O que é, sem dúvida, comum a todas elas é o sentimento de insegurança que experimentam.

No que diz respeito às diferenças de sexo, a caspa afecta praticamente nas mesmas proporções homens e mulheres. No entanto, as percepções sobre o problema divergem entre os dois sexos: a maioria dos homens assume a caspa e não considera que seja um problema grave; por seu turno, as mulheres são mais renitentes em aceitar e assumir o problema, preferindo relacioná-lo com causas exteriores como, por exemplo, contágio ou uso excessivo de produtos para o cabelo (ex: gel, laca, máscara…).

Nos dias de hoje, o contacto contínuo com outras pessoas não só é inevitável, como é importante para o bem-estar físico e emocional. O tocar e beijar as pessoas que nos rodeiam é uma forma comum de comunicar, demonstrando carinho, ternura e sensualidade. Felizmente, a caspa é apenas um problema cosmético, facilmente reconhecido pelo aparecimento de pequenas partículas brancas no cabelo, que pode ser perfeitamente resolvido com o uso de um champô anti-caspa adequado.

 

www.sapo.pt foto in www.dermatologia.net
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Saúde - Body Piercing

A arte do body piercing já existe há mais de 5000 anos. Ela tem vindo a ser usada como expressão pessoal, ritual espiritual, distinção de realeza e, mais recentemente, como moda.
Em termos estéticos ajuda a pessoa a afirmar a sua personalidade e a inseri-la num grupo. Aventure-se nesta arte e saiba tudo sobre o body piercing.
O piercing é uma eleição alternativa, diferente e original. Colocar pequenas argolas, bolas de aço, ou outras jóias em diversas partes do corpo, como expressão de uma moda/estética, uma cultura alternativa e uma forma de viver, é um costume imparável que se estende por um ocidente que assegura viver uma nova cultura permissiva com o corpo.

Tudo começou nas primeiras tribos e clãs das mais antigas raças humanas. Nas tribos da América do sul, África , Indonésia, nas castas religiosas da Índia, nos faraós do Egipto e nos soldados de Roma. Depois, espalhou-se pela classe média e aristocracia do século XVIII e XIX, mas foi esquecida na Europa no princípio do século XX. E
m 1970 cresceu novamente nas mãos dos "gurus" da moda de Londres e artistas do "underground". Em 1990, finalmente atingiu a atenção de todo o planeta fechando o elo entre o primitivo e o moderno. Existe uma longa história sobre o body piercing em rituais de passagens e em significados diversos.



Significados dos Piercings
Em diferentes partes do corpo e do mundo:
Este é de longe o piercing mais comum na história. Antigamente distinguia uma pessoa rica de uma pobre. Os marinheiros colocavam piercings acreditando que estes lhes davam melhor visão. Os Romanos associavam o piercing na orelha à riqueza e à luxúria. As tribos Sul-Americanas e Africanas faziam piercings e alargavam o furo...quanto maior o furo, maior era o seu status social.

Lóbulo da orelha -

Nariz - O nostril (aba do nariz) originou-se no oriente médio há 4000 anos. Espalhou-se para a Índia no século XVI, quando foi rapidamente adoptado pelas castas nobres. Cada tipo de jóias distinguia a casta e a posição social. Este piercing foi introduzido no oeste pela cultura “hippie” que viajou pela Índia nos anos 60 e 70, e foi também adoptado rapidamente pelos "Punks", e outras culturas jovens dos anos 80 e 90.

Língua - Nos templos Astecas e Maias, os sacerdotes faziam piercings na língua como parte de um ritual de comunicação com os deuses.

Lábios - A boca e os lábios são partes sensuais do corpo e poderosos afrodisíacos. Era, então, natural que as castas mais altas dos Astecas e Maias adornassem os seus lábios com labutes de puro ouro. Em África, as mulheres da tribo Makolo usam pratos chamados "Pelele" nos seus lábios superiores, para atrair os homens da sua tribo. Tribos indígenas da América Central e do Sul, incluindo os índios brasileiros, fazem piercings nos lábios inferiores e alargam os furos para colocar pratos de madeira.

Mamilos – O piercing no mamilo era considerado símbolo de força e virilidade. Os nativos da América Central faziam piercings nos mamilos como marca de transição da masculinidade. Em 1890 houve uma "coqueluche" de mulheres Vitorianas que faziam piercings nos seus mamilos com jóias vendidas por famosos joalheiros de Paris.

Umbigo - As primeiras aparições de piercings no umbigo vêm do Antigo Egipto onde apenas aos faraós e as famílias reais se permitiam fazer esse tipo de piercings. Hoje, é o piercing mais realizado em todo mundo.

Segurança e Higiene

O aumento da afluência em relação a esta arte provocou a proliferação de locais e o aumento dos aplicadores desta técnica que, por vezes, não têm a formação adequada.

O Body Piercing é considerado uma técnica arriscada, pois a sua aplicação contém um risco potencial de transmitir doenças através do sangue. Por isso, é muito importante a segurança sanitária nos centros de piercing. O profissional desta área deve, também, ter o cuidado de aplicar as normas ao local e apostar em cursos de formação de higiene e segurança, para que possa realizar esta técnica com todas as garantias sanitárias necessárias, protegendo assim a sua própria saúde e a saúde dos seus clientes.

Quando se escolhe fazer um piercing deve-se saber se o ambiente é adequado e se o “piercier” tem experiência. A maioria das pessoas pensa que colocar um piercing é um processo fácil e que qualquer pessoa sem nenhum tipo de preparação o pode fazer.

No entanto, não é bem assim, pois um mau profissional pode provocar ferimentos e infecções graves e colocar em risco a sua vida e a do cliente.

Todos os profissionais desta área devem fazer um exame sério acerca das condições sanitárias dos seus gabinetes. Será que oferecem o melhor em termos de higiene aos seus clientes? Se lutarem para conseguirem melhores condições de segurança e saúde, será certamente um benefício para a profissão. Se pertencerem à Associação de Tatuadores e Body Piercers de Portugal, será uma garantia extra de qualidade e condições de higiene.

Higiene do material

  • Deve-se ter uma sala só para piercings. Esta deverá ser extremamente limpa. Deve ser desinfectada todos os dias (balcão, maca, etc.) para evitar riscos de contaminação.

     

  • As agulhas e restante material descartável contaminado ex: papel, compressas, cotonetes, etc., devem ser recolhidos para posterior eliminação por empresas competentes no tratamento de resíduos hospitalares. Os instrumentos como as pinças, tesouras, “penington”, agulhas de inserção e alicates, são colocados numa solução desinfectante de forma a cobrir o material.

     

  • Após 20 minutos, o material passa para um aparelho denominado Ultra-Son, este permite eliminar o sangue e resíduos que ficam no material.

     

  • Seguidamente, e após o material secar, são introduzidos num aparelho denominado AutoClave. O AutoClave permite esterilizar o material, destruir toda a flora microbiana e, inclusive, as espécies bacterianas que são altamente resistentes. Todo o material deve ser embalado individualmente.

     

  • As jóias devem ter certificados de qualidade das melhores distribuidoras da Europa e Estados Unidos.

Perfurações
Desinfecta-se previamente a boca com elixir bucal. Depois, com a ajuda de uma pinça, verifica-se a parte inferior da língua, e até onde chega o freio. A direcção do furo varia de profissional, do método utilizado, e dos anos de experiência.
A língua é uma das perfurações menos dolorosas. A maioria das pessoas concorda que não é tão mau como morder ou cortar a língua. A fala poderá ficar um pouco distorcida durante alguns dias, porque a língua incha durante a primeira fase da cicatrização. A mastigação também será afectada nos primeiros dias.
Os riscos de se ter um piercing na língua são:
- Lascar os dentes – este risco pode ser minimizado após o desinchaço da mesma, ou então não morder a bolinha, porque os dentes não a podem alcançar sem desviar a língua. As possibilidades de se lascar os dentes são elevadas em perfurações descentralizadas da língua.
- Erosão da gengiva – isto ocorre quando a bolinha aplica uma pressão constante sobre a gengiva ou sobre o céu da boca.

Língua

Sobrancelha
Desinfecta-se a área. A perfuração tem que ser feita sempre entre o meio do olho e o final, uma vez que é perigoso perfurar fora desse local ou seja na parte interna do olho, pois pode-se perfurá-lo com a agulha. A maneira como a perfuração é feita pode variar de profissional para profissional.

Nariz
Primeiro desinfecta-se a área a perfurar. Para preparar o nariz deve-se utilizar um tubo receptor de 5 a 10 mm. Este procedimento permite não magoar a zona interna do nariz. Introduz-se o tubo receptor e perfura-se de forma a que a agulha entre no tubo.

Lábio
Desinfecta-se previamente o interior e o exterior. O piercing deverá ser feito de fora do lábio para dentro em direcção aos dentes, caso contrário pode incomodar. As perfurações nos lábios só são perigosas se os nervos ou as veias que existem nos lábios forem danificadas, o que é muito difícil acontecer.

Umbigo
Desinfecta-se a zona, marca-se o ponto a perfurar procurando sempre o centro do umbigo. Prepara-se com a ajuda de uma pinça.

Orelha
Primeiro, desinfecta-se bem a área a furar. Existem várias perfurações na orelha: a perfuração no lóbulo da orelha (a mais comum), que pode ser feita com uma agulha e onde se utilizam as argolas e os barbells de espessura 18ga a 8ga. Aqui a perfuração pode ser feita transversalmente ou verticalmente; a perfuração na concha, que é feita da mesma maneira; a perfuração do Daith; a perfuração do Hélice (Helix) e as perfurações do Tragus, Anti-tragus, Rook e Snug.

A cicatrização

O processo cicatrizante após um piercing acontece da seguinte forma: após a perfuração e colocação da jóia, o tecido em volta da jóia começa um processo de epitelização (formação de um novo tecido queratinizado em volta da jóia). Durante esse processo é normal a produção de líquidos ou secreções de cor branca, transparente ou amarelo fraco.

Essas secreções são resultado da reacção do sistema imunológico ao corpo estranho (jóia) e sobre as bactérias e outros organismos presentes nos diversos tecidos corporais. É claro que cada tecido tem um tipo diferente de processo cicatrizante, variando no tempo e na forma:

Pele: Este tecido tem uma cicatrização rápida. É um tecido bem fino que facilita a cicatrização e a perfuração sem traumas ou complicações futuras.

Cartilagem: a cicatrização é mais complicada pois a cartilagem tem um fenómeno chamado retracção, este local cicatriza e depois volta a cicatrizar, por causa da má irrigação sanguínea. A perfuração é, normalmente, um pouco dolorosa.

Mucosas: A cicatrização é mais rápida pois o tecido já está totalmente epitelizado. A perfuração normalmente é indolor por causa do uso de anestésicos, no caso de piercing oral, mas no caso da mucosa nasal especificamente a do septo nasal. Esta torna-se muito dolorosa por causa da grande quantidade de terminações nervosas na área.

Tempo de cicatrização
Lábios- 6 a 8 semanas
Língua- 4 a 6 semanas
Bochecha 2 a 3 meses

1- Oral

2- Faciais
Lóbulo (orelha), sobrancelha, septo - 6 a 8 semanas
Cartilagem da orelha, aba do nariz (nostril) - 2 meses a 1 ano

3- Corporais
Umbigo - 6 meses a 1 ano
Mamilo - 4 meses a 1 ano

Cuidados a ter com os piercing

1- Não toque no Piercing sem antes lavar as mãos; não deixe as outras pessoas tocarem no piercing.

2- Limpe o brinco duas vezes ao dia. Limpe as impurezas que se acumulam com água e em seguida coloque água com sal para cicatrizar.

3- Se for um piercing no lábio ou língua: bocheche depois das refeições e antes de dormir com água e sal; evite alimentos ácidos, crocantes e carne de porco; limpe a parte externa com soro fisiológico duas vezes ao dia; chupe gelo e beba bastantes líquidos frios até a língua desinchar.

4- Evite praia e piscina durante 30 dias, pelo menos. A água provavelmente terá bactérias, fungos e outros microorganismos que poderão levar a uma inflamação ou infecção. Evite também a sauna e o excesso de sol durante a cicratização.

5- Não limpe o Piercing mais do que o necessário, pois tal poderá atrasar a sua cicatrização.

6- Não aplique álcool, água oxigenada, perfumes, gel, bronzeadores ou cosméticos.

7- Use sempre roupas limpas e confortáveis para facilitar a transpiração.

8- Não tenha contacto com os fluídos de outras pessoas, como saliva, secreções, sangue, etc.

9- Evite mexer no piercing mais do que o necessário, pois poderá também atrasar a cicatrização. Só lhe deve tocar quando o estiver a limpar.

10- Durante o duche use um sabão antibacteriano e rode a jóia durante o banho.

11- Não mude o brinco até à cicatrização do piercing.

12- Se o piercing estiver inflamado não retire a jóia, procure imediatamente o profissional que o aplicou ou um médico.



Revista de Estética Profissional

Agradecimentos: Alberto Grau Loyola | Ricardo Nobre (Nobre Tattoo)| Filomena Bernardo (Dermofil) Foto: Source

in www.sapo.pt

 

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publicado por paulozananar às 14:42
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